Festas da Feira de São Pantaleão

Julho é mês de São Pantaleão e, este ano, Figueiró dos Vinhos não esquece a tradição com mais de 500 anos. O culto deste santo mártir aliado à realização de uma feira franca de génese medieval foi razão, para todos os anos, entre 26 e 28 de julho, se comemorar as Festas da Feira de S. Pantaleão. Apesar do culto religioso se ter perdido, o costume feirante e festivo permaneceu.

Figueiró dos Vinhos oferece, assim, três dias de Feira Tradicional e Feira de Artesanato e Produtos Regionais, e muita música em cartaz. Quim Barreiros é quem abre a Festa logo na sexta-feira, pelas 22h00. O sábado vai ter sabor a teatro musical com “Vou levar-te comigo”, um espetáculo divertido, conduzido pelas mãos do ator José Raposo, que trará à lembrança canções de várias épocas. O último dia é preenchido com o Festival de Bandas Filarmónicas e com a Final da 5ªEdição do Concurso “Figueiró SuperStar”.

Um fim-de-semana figueiroense emblemático e prazenteiro é o convite deixado a todos os que queiram visitar as Festas da Feira de S. Pantaleão 2019.

 

 

Sabia que…

A Feira de São Pantaleão possui fortes raízes medievais dado que, anteriormente, nesta região, se realizava uma feira franca (os feirantes estavam livres de impostos), associada à colheita e tratamento dos cereais de Outono-Inverno, na mesma altura em que se celebrava o culto a S. Pantaleão (27 de julho).

O culto a este santo mártir da Igreja Católica foi introduzido no concelho por um arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, presumivelmente nascido em Figueiró dos Vinhos, no ano de 1461, e filho de D. João Rodrigues de Vasconcelos, senhor da Vila de Figueiró dos Vinhos e Pedrógão. Sendo Bispo do Porto de  1496 a 1505, altura em que tomou o arciprestado de Braga, ambas regiões de profundo culto a S. Pantaleão, ofereceu, em 1499, uma relíquia do Santo à Igreja Matriz de S. João Baptista, introduzindo, assim, este culto religioso em Figueiró, de modo intrínseco e perpétuo.

Na época, aquando da realização da feira, Figueiró dos Vinhos era invadido por vendedores, que aproveitavam para comercializar os seus produtos (cereais, artesanato, tecidos, e outros artigos) e por romeiros que vinham cumprir promessas. 

Nos dias de hoje, o culto religioso perdeu-se, mas, entre 26 e 28 de julho, ainda se realizam as Festas da Feira de São Pantaleão, aliando cultura, teatro e música à concentração de feirantes de todo o país.

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