
Para uma completa experiência conheça o património cultural local. Com mais de oito séculos de existência, Figueiró dos Vinhos é um concelho rico em tradições, carregado de História e histórias, onde o passado convive com o presente e com os projetos futuros. Não deixe de visitar o Museu e Centro de Artes, bem como o Casulo do pintor José Malhoa, onde poderá ficar a conhecer um dos maiores contributos para a projeção de Figueiró dos Vinhos no panorama artístico nacional, através da ligação de várias personalidades do mundo das Belas Artes a este município.
Inaugurado no verão de 2013 é um dos pontos de atração para turistas e visitantes. Tem, na sua génese, a missão de expôr e dar a conhecer trabalhos de alguns dos mais importantes pintores e escultores naturalistas nacionais do final do século XIX e início do século XX.
Mas porquê uma ligação ao naturalismo? A razão pode ser encontrada na forte ligação de José Malhoa e Henrique Pinto a Figueiró dos Vinhos, aqui chegados a convite do Mestre Escultor Simões de Almeida Júnior. Aqui Malhoa mandou construir um atelier e Henrique Pinto casou. E a ligação destes ao Grupo do Leão, que juntou vários nomes das artes plásticas nacionais, como Silva Porto, Maria Augusta Bordalo Pinheiro e outros artistas.
MUSEU E CENTRO DE ARTES DE FIGUEIRÓ DOS VINHOS
Morada
Av. José Malhoa
3260-402 Figueiró dos Vinhos
Telef: 236 552 195
Email: geral@mcafigueirodosvinhos.pt
Web: www.mcafigueirodosvinhos.pt
Coordenadas GPS:
39º54'14.68''N
8º16'23.28''W
Horário de Funcionamento
Todos os dias das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 (outubro a maio)
Todos os dias das 9h00 às 18h00 (junho a setembro)
‘Onde a Arte faz a festa’ é o lema de FAZUNCHAR, o Festival de Arte Urbana que decorreu pela primeira vez no nosso concelho.
O Fazunchar, decorrido entre 24 de agosto e 1 de setembro foi o resultado de uma coorganização entre o Município e a MISTAKER MAKER – Plataforma de Intervenção Artística, igualmente responsável pela criação do conceito e curadoria. Tal como José Malhoa e Henrique Pinto outrora fizeram, a equipa da MISTAKER MAKER descobriu e redescobriu uma localidade, do interior português, bafejada pela arte com uma identidade imensa e rica, que se desmultiplica por inúmeros bens culturais, sejam históricos, arqueológicos, arquitetónicos, linguísticos, documentais, artísticos, etnográficos, etc., e que podem ser corporizados, espelhados e/ou exaltados por artistas, em novos valores de memória, de autenticidade, originalidade, raridade ou exemplaridade.
FAZUNCHAR, do laínte (dialeto exclusivo dos comerciantes de têxteis desta zona) que significa Fazer, pretende, assim, ‘fazer’ mais por este território e pelas suas gentes, porque aqui, tal como em qualquer outro local mais interior e esquecido de Portugal, é urgente transmitir e preservar o corpus cultural de uma entidade coletiva.
Renovar a projeção de Figueiró dos Vinhos à escala nacional, enquanto produtor e palco de atividade artística e cultural na contemporaneidade, não esquecendo a sua história e contributo no panorama nacional das artes, apresentou-se, desta forma, como o objetivo primordial da 1.ª Edição deste Festival de Arte Urbana.
O evento acolheu diversos artistas de variadíssimas âmbitos e nacionalidades, entre os quais Julio Anaya Cabanding(pintura e muralismo - Espanha), Mohamed L’Ghacham (pintura e muralismo - Marrocos), Agnès Varda e JR (cinema e fotografia, respetivamente - França) e os portugueses Aheneah (Ana Martins - design gráfico), Halfstudio (Lettering e Sign Painting), Monk (Grafiti), Nuno Sarmento (desenho), Rute Ferraz (fotografia), Vasco Mendes (vídeo), Ana Seixas, André da Loba, André Letria, Mariana Rio, Margarida Girão, Tiago Galo (ilustração), Noiserv e Homem em Catarse (música).
A festa da arte contemplou, deste modo, um diálogo constante e diferenciado entre as diversas áreas presentes, desde pintura mural (revisitando lugares que já inspiraram José Malhoa e os seus contemporâneos), instalação (várias montras do comércio local), concertos, filmes, workshops para todas as idades, exposições, residências artísticas (nas áreas da música, desenho, fotografia e vídeo, que registaram o quotidiano de Figueiró dos Vinhos e, em especial, essa semana semana de trabalhos), visitas guiadas e conversas com os artistas!
FAZUNCHAR 2019, contou com o patrocínio da SOTINCO e com um enorme conjunto de parceiros e apoios, locais e nacionais, integrou a candidatura “Produtos Turísticos da Região de Leiria”, promovida pela CIMRL – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria e foi cofinanciada pelo CENTRO2020, PORTUGAL 2020 e União Europeia através do fundo FEDER e apoiada pela Turismo Centro de Portugal estando integrada na estratégia de promoção turística da Região.
Consulte aqui o mapa: https://bit.ly/2lLL0dG


Situada no ermo de um monte elevado, quase no topo do Monte de S. Simão, a ermida é um local a não perder. Tem datação do Séc. XV e foi mandada construir por João Vicente, o Prior de Aguda. É dedicada a São Simão, que está no altar-mor, e a S. Judas Tadeu.
Recebeu como ampliação, em 1678, a sala para a receção de esmolas.
A ermida possui uma inscrição gótica (séc. XV) com o seguinte teor "Esta capela mandou fazer João Vicente, Prior de Aguda, criado do Conde D. Fernando e foi acabada na era de 1458".
Na fachada sul pode apreciar-se um vão gótico, estilo que domina na parte mais antiga do templo. No portal, a padieira tem gravada a data 1698. O alpendre, do mesmo período, possui três vãos de acesso (um deles tapado). O vão do lado sul possui gravada, na pedra de fecho do arco, a data 1675.


Pelourinho de Aguda
Pelourinho quinhentista, de bola composto por soco quadrangular de dois degraus, de onde surge a base e fuste liso, rematado por anel e esfera. Destaca-se a dupla base, a inferior de duas secções e a superior bastante elevada, de onde se eleva o fuste com a zona inferior prismática, permitindo a transição. Não possui um capitel, mas um simples anel, de onde arranca o remate.

Cruzeiro localizado, entre a Rua António José de Almeida, - que originalmente se chamava “Rua de Ametade” e que foi a Rua principal da vila até à construção da Estrada Nacional no final do século XIX -, e a Rua da Torre da Cadeia.
Trata-se de uma peça de ferro fundida nas Reais Ferrarias da Foz de Alge, em 1816, "que o Ministro Intendente (José Bonifácio de Andrada e Silva) mandou fazer para a entrada de Figueiró, pelo cimo da vila".
Tem gravada a data e os símbolos da Paixão de Cristo.
A arquitetura habitacional desta zona ainda conserva várias portas e janelas de vergas chanfradas e decoração manuelina, com especial incidência nos arcos contracurvados ou de querena, talhadas em granito da região. Inserem-se em antigas fachadas caraterísticas dos edifícios do período quinhentista, pelo desencontro de vãos, em notória assimetria. Eram destinados a habitação no 2º piso e oficina, no piso térreo, pelo que muitas apresentam a porta de entrada, ao lado da qual se abre um portão, destinado a oficina e a acesso de carros de transporte.

A Fonte das Freiras foi construída numa das entradas mais antigas da vila, a que então chamavam o Terreiro das Freiras, tendo sido reedificada pelo mestre pedreiro, Domingos de Figueiredo, morador em Belver, por escritura pública lavrada em Figueiró, em 17 de setembro de 1691, entre esse mestre e os oficiais da Câmara de Figueiró.
A designação de Fonte das Freiras advém da vizinhança do Mosteiro de Santa Clara, de freiras franciscanas, que ali existiu, entre os séculos XVI e XIX.
No local existe um lago subterrâneo, ou uma “mãe-d’água”, que se divide em várias nascentes periféricas, produzindo ainda um curso de água, a Ribeira da Madre, que depois atravessa a vila, de Norte para Sul.
No século XVII, foi construída uma conduta subterrânea, em pedra, com várias galerias, para que a água chegasse até ao Convento dos Frades Carmelitas Descalços de Nossa Senhora do Carmo, situado no Fundo da Vila.


Solar construído pelo Capitão da Índia, Manoel Godinho de Sá, como se lê na pedra de armas na fachada principal, nos seus bordos laterais, datado de 1681. Edifício de linhas sóbrias e cuidadas, insere-se no retorno ao classicismo pós estilo manuelino. As esquinas e o soco do edifício são rematados por cadeias de pedra de granito, nascendo as esquinas em colunas embebidas em estilóbata e rematadas por um listel curvo que termina no entablamento da cornija.
No segundo piso, um varandim com telhado suspenso por pilares, com beirado “à portuguesa” de traçado orientalista.
É ainda da construção original a porta de entrada do segundo piso, que abre para o varandim, maciça e em castanho, de almofadas e com pregaria de ferro.
Descendente da família dos Godinho de Sá e dos Moxões, igualmente da mesma vila, foi Cavaleiro do Hábito de Cristo e Capitão-mor da Índia, onde esteve 38 anos, passando parte destes na China.
Tendo regressado ao reino muito rico, fez doação à Confraria do Santíssimo Sacramento da Igreja de S. João Batista de Figueiró dos Vinhos de um “excelente cofre de prata, cheio de pregaria, por Deus o haver trazido ao Reino” datado de 1651.