Aviso à População: Precipitação, Vento e Agitação Marítima

março 05, 2026

1 - SITUAÇÃO:

De acordo com a informação meteorológica disponibilizada pelo IPMA destaca-se para as próximas 48 horas os seguintes aspetos: 

  • Períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes a partir da tarde de amanhã, e que poderão ser ocasionalmente acompanhados de trovoadas, e por vezes intensos no Norte e Centro, e que serão de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela a partir do final da tarde, descendo a cota para os 1200/1400 metros nas serras do extremo norte no final do dia;
  • Vento de quadrante variável, tornando-se norte/noroeste a partir da manhã, com intensificação a partir da tarde de amanhã, até 45 km/h, na faixa costeira ocidental, com rajadas da ordem de 70 km/h a norte do cabo Espichel, nas terras altas. No dia 6, até 35 km/h de norte/noroeste, e até 55 km/h no litoral oeste, no barlavento algarvio e nas terras altas, especialmente da metade ocidental, com rajadas da ordem de 80 km/h;
  • Aumento da agitação marítima na costa ocidental a partir do final de dia de amanhã, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros de altura significativa, aumentando para 5 a 6,5 metros (altura máxima de 10 a 11 metros e períodos de Pico de 11/12 segundos);
  • Descida da temperatura máxima o que associado ao vento forte, aumentará o desconforto térmico;
  • Formação de gelo e geada nas terras altas acima de 1000/1200 metros de altitude na região Norte e na parte norte da região Centro.

Anotações gerais:

  • Poeiras em suspensão, com maior concentração hoje dia 4, afastando-se gradualmente para leste a partir da manhã de dia 5, devido à rotação do vento para noroeste;
  • De acordo com a informação hidrológica disponibilizada pelo APA, as bacias hidrográficas apresentam uma situação hidrológica de normalidade, com manutenção dos caudais dentro dos valores normais para a época.

 

 

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

Estes episódios de precipitação e agitação marítima são suscetíveis de originar:

  • Arrastamento de Estruturas, objetos soltos e desprendimento de estruturas móveis deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar danos em infraestruturas, acidentes com veículos e pessoas em circulação na via pública;
  • Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
  • Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente não se verifica;
  • Piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à eventual formação de lençóis de água;
  • Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preiamar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  • Inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiência ou obstrução dos sistemas de drenagem;
  • Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água;
  • Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas, entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo.

 

 

3 - MEDIDAS PREVENTIVAS:

A ANEPC recomenda à população e aos Serviços Municipais de Proteção Civil a tomada das necessárias medidas de precaução e especial atenção, às possíveis consequências:

  1. Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais
    1. As quantidades de lixo depositado nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais, a obstrução originada pela queda de folhas de árvores e os detritos vegetais juntamente com outros materiais inertes que durante a estação seca se depositaram ao longo das valetas das vias de comunicação, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento;
    2. Estas situações são geralmente responsáveis pelo arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais inadequados (sarjetas, sumidouros, valetas) originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar cortes de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos de edifícios;
    3. Recomenda-se a limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas. A verificação da funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana é, por isso, essencial;
    4. Garantir a retirada de equipamentos, viaturas e outros bens das zonas normalmente e historicamente inundáveis;
    5. Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, ou varandas e a limpeza de sarjetas, algerozes e caleiras dos telhados de habitações.

  2. Cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios:
    1. Retirar das zonas confinantes das linhas de água, normalmente inundáveis, animais, equipamentos agrícolas e industriais, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
    2. Desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento e ainda a limpeza de linhas de água assoreadas;
    3. Limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água;
    4. Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso, localizados nas proximidades das linhas de água;
    5. Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas, de atividades agrícolas e florestai, localizadas nas margens das linhas de água;
    6. Verificação e reparação de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;
    7. Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;
    8. Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, etc.).

  3. Instabilidade de taludes ou movimentos de massa motivados pela infiltração de água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais:
    1. A precipitação pode aumentar a instabilidade de solos e rochas em vertentes. O aumento da instabilidade dessas vertentes, em especial junto de aglomerados populacionais, vias rodoviárias e ferroviárias, deve ser observado como medida preventiva de acidentes causados por movimentos de massa (deslizamentos, desabamentos e outros);
    2. As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são as seguintes:
      • Em taludes rochosos em que pode haver desmoronamento ou tombamento de blocos de rocha, deve observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, proteção de filtros, furos de alívio de pressão de água, etc.) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, etc.);
      • Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações (abertura de fendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.
    3. A ocorrência de incêndios rurais pode reduzir o coberto vegetal, potenciando os movimentos de massa, causados por erosão intensificada e por alterações nas características das rochas face à exposição às temperaturas elevadas. Torna-se assim necessária, especial atenção a grandes blocos rochosos com sinais de exposição ao fogo e em posição instável;
    4. Sempre que as observações feitas suscitem dúvidas, devem ser comunicadas ao Serviço Municipal de Proteção Civil respetivo, de forma a serem desencadeadas formas de medição de parâmetros e de monitorização dos fenómenos de instabilidade.

  4. Recomenda-se ainda:
    1. A adoção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de gelo nas vias rodoviárias;
    2. Não estacionarem em zonas com histórico de inundações;
    3. Que se tenha especial cuidado na circulação e evitar atividades junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas; 4) Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

Em conclusão, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à atenção de todos os responsáveis para a observância das situações acima descritas, adotando e divulgando as medidas preventivas divulgadas, com vista à mitigação dos riscos descritos e por forma a salvaguardar a proteção dos cidadãos e dos seus bens.

 Previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

 

 

Newsletter

Agenda Cultural pensada para si, com eventos para todas as idades!
Receba, gratuitamente, a programação do mês e cancele quando quiser.

Damos valor à sua privacidade

Utilizamos cookies no nosso website para lhe proporcionar uma experiência mais relevante, recordando as suas preferências e as suas visitas repetidas. Ao clicar em "Aceitar", consente a utilização de TODOS os cookies. No entanto, pode visitar as "Definições de Cookie" no seu browser e permitir consentimento mais ajustado.

Politica de Privacidade

         app banner 2




revista