CASULO DE MALHOA

 

Sistema Elevatório da Câmara Municipal já está operacional: Gabinete da Presidência mais próximo de todos os cidadãos

março 04, 2026

O Município de Figueiró dos Vinhos informa que já se encontra em funcionamento o sistema elevatório, instalado no edifício dos Paços do Concelho, destinado a pessoas com mobilidade reduzida.

A plena operacionalização deste equipamento permite, a partir de hoje, a acessibilidade total de todos os cidadãos ao Gabinete da Presidência, e restantes valências localizadas no piso superior, de forma autónoma, digna e segura.

A medida surge no âmbito de um esforço contínuo da autarquia para promover a inclusão e a igualdade de acesso aos serviços públicos. Ao viabilizar o uso deste sistema, o Município eliminou uma barreira arquitetónica que condicionava largamente a circulação independente de cidadãos com dificuldades de locomoção, numa área chave da gestão municipal.

Mais do que uma mera funcionalidade técnica, a entrada em funcionamento deste sistema elevatório reafirma o compromisso de Figueiró dos Vinhos em ser um concelho para todos, onde a liberdade de movimentação e a absoluta participação na vida da comunidade são prioridades inabaláveis. Ao garantir o acesso universal aos serviços, nomeadamente, ao Gabinete da Presidência, o Município assegura que a proximidade à democracia local não é um privilégio, mas um direito efetivo de todos os munícipes.

Solicita-se aos utentes, que pretendam utilizar o sistema elevatório, o favor de se dirigirem ao Serviço de Atendimento da Câmara Municipal (Secretaria), para o devido acompanhamento.

Edifício associado à estadia do pintor José Malhoa em Figueiró dos Vinhos e onde faleceu em 26 de Outubro de 1933.
Atraído pelo convite do seu antigo mestre José Simões de Almeida Júnior (tio), José Vital Malhoa chegou Figueiró dos Vinhos por volta de 1883 e encantou-se pelos horizontes longínquos, as serranias, a cor dos campos e costumes, descobriu modelos para as suas pinturas e motivos para o seu projeto artístico. Aqui mandou construir esta casa, cuja planta é composta por dois corpos retangulares articulados em “T”. O corpo mais baixo, originalmente de um só piso corresponde à pequena casa térrea inicial que Malhoa ali mandou construir, possivelmente no ano de 1895.
Mais tarde, em 1898, sob traçado de Luiz Ernesto Reynaud, foi acrescentado um novo corpo, transformando-a numa verdadeira casa, onde a primitiva pequena casa é transformada no atelier de trabalho do Pintor, recebendo uma grande claraboia de ferro e vidro sobre a cobertura, há muito já desaparecida Destaca-se, no seu interior, a pequena sala de jantar aberta para a varanda alpendrada, onde as paredes são revestidas a pergamóide, imitando couro lavrado e as duas sobre-portas exibem frisos floridos em tela pintada a óleo, originais do pintor António Ramalho Júnior. A mesa de jantar e possivelmente o candeeiro da sala serão ainda peças sobreviventes do tempo do Pintor. O teto, em madeira, apresenta uns pequenos nichos que teriam pequenas obras de pintores amigos de Malhoa, entretanto desaparecidas.
Após a reabilitação de 1985, os nichos foram preenchidos com novas obras, produzidas e oferecidas por professores e alunos da Escola de Belas Artes de Lisboa. No jardim existe ainda o antigo caramanchão e um banco, ambos em ferro e contemporâneos do Pintor, e um lago ao gosto da época.

 

 

“O Casulo” de Malhoa é também o ponto de partida do percurso “Uma Volta à Vila, à Volta dos Quatro Artistas”.

Aqui poderá visitar uma exposição*, enriquecida com alguns objetos pessoais deste artista, que lhe permite ficar a saber mais sobre a casa e que revisita a vinda para Figueiró dos Vinhos de José Malhoa (1855-1933) e Henrique Pinto (1853-1912), dois pintores do Grupo do Leão, aqui trazidos a convite do Mestre e amigo José Simões d´Almeida Júnior (1844-1926), nascido em Figueiró, tal com o seu sobrinho José Simões d´Almeida (sobrinho) (1880-1950).

Ver o Casulo por fora é observar o resultado de sucessivas alterações que este sofreu na sua adaptação a residência privada após a venda em 1937.

O Busto de José Malhoa, do escultor caldense António Duarte (1912-1998), localizado já fora dos muros do Casulo, é também digno de nota. Originalmente colocado no Jardim Parque em 1956, foi trazido para a sua atual localização três décadas depois.

Solicite a visita no Museu e Centro de Artes.

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