CASULO DE MALHOA

 

Esclarecimento: Distribuição de Máscaras à população

maio 12, 2020

Face à desinformação e interpretações diversas que poderão, de alguma forma, desvirtuar o apoio que se pretende que chegue a toda a população, no âmbito da distribuição de máscaras reutilizáveis, o Município de Figueiró dos Vinhos, esclarece que:

  1. A divulgação desta medida foi realizada pelos meios digitais do Município, quer no site e página de facebook, mas também através de um flyer informativo que está a chegar a casa de todos os Munícipes, via CTT, porque se tem perfeito conhecimento que uma grande parte da população não utiliza nem tem acesso às redes sociais;
  2. A distribuição encontra-se a ser feita pelas Juntas de Freguesia, quer através da distribuição porta-a-porta, quer em locais e horários específicos acessíveis para quem entenda fazer o levantamento das máscaras nesses locais;
  3. Não foi opção do Município a distribuição via CTT uma vez que não ficaria garantida a entrega do número de máscaras adequado ao número de elementos do agregado familiar;
  4. Só agora se encontraram reunidas as condições para se proceder à distribuição de máscaras de proteção individual reutilizáveis, devidamente certificadas, de forma a evitar precipitações e distribuição de material não reconhecido pelas entidades competentes.

Para a minimização de todo o impacto grave e negativo da situação de pandemia que vivemos, continuaremos a contar com o contributo VÁLIDO de todos!

Distribuição Mascaras 01

Edifício associado à estadia do pintor José Malhoa em Figueiró dos Vinhos e onde faleceu em 26 de Outubro de 1933.
Atraído pelo convite do seu antigo mestre José Simões de Almeida Júnior (tio), José Vital Malhoa chegou Figueiró dos Vinhos por volta de 1883 e encantou-se pelos horizontes longínquos, as serranias, a cor dos campos e costumes, descobriu modelos para as suas pinturas e motivos para o seu projeto artístico. Aqui mandou construir esta casa, cuja planta é composta por dois corpos retangulares articulados em “T”. O corpo mais baixo, originalmente de um só piso corresponde à pequena casa térrea inicial que Malhoa ali mandou construir, possivelmente no ano de 1895.
Mais tarde, em 1898, sob traçado de Luiz Ernesto Reynaud, foi acrescentado um novo corpo, transformando-a numa verdadeira casa, onde a primitiva pequena casa é transformada no atelier de trabalho do Pintor, recebendo uma grande claraboia de ferro e vidro sobre a cobertura, há muito já desaparecida Destaca-se, no seu interior, a pequena sala de jantar aberta para a varanda alpendrada, onde as paredes são revestidas a pergamóide, imitando couro lavrado e as duas sobre-portas exibem frisos floridos em tela pintada a óleo, originais do pintor António Ramalho Júnior. A mesa de jantar e possivelmente o candeeiro da sala serão ainda peças sobreviventes do tempo do Pintor. O teto, em madeira, apresenta uns pequenos nichos que teriam pequenas obras de pintores amigos de Malhoa, entretanto desaparecidas.
Após a reabilitação de 1985, os nichos foram preenchidos com novas obras, produzidas e oferecidas por professores e alunos da Escola de Belas Artes de Lisboa. No jardim existe ainda o antigo caramanchão e um banco, ambos em ferro e contemporâneos do Pintor, e um lago ao gosto da época.

 

 

“O Casulo” de Malhoa é também o ponto de partida do percurso “Uma Volta à Vila, à Volta dos Quatro Artistas”.

Aqui poderá visitar uma exposição*, enriquecida com alguns objetos pessoais deste artista, que lhe permite ficar a saber mais sobre a casa e que revisita a vinda para Figueiró dos Vinhos de José Malhoa (1855-1933) e Henrique Pinto (1853-1912), dois pintores do Grupo do Leão, aqui trazidos a convite do Mestre e amigo José Simões d´Almeida Júnior (1844-1926), nascido em Figueiró, tal com o seu sobrinho José Simões d´Almeida (sobrinho) (1880-1950).

Ver o Casulo por fora é observar o resultado de sucessivas alterações que este sofreu na sua adaptação a residência privada após a venda em 1937.

O Busto de José Malhoa, do escultor caldense António Duarte (1912-1998), localizado já fora dos muros do Casulo, é também digno de nota. Originalmente colocado no Jardim Parque em 1956, foi trazido para a sua atual localização três décadas depois.

Solicite a visita no Museu e Centro de Artes.

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