CASULO DE MALHOA

 

Câmara Municipal atribui 30 mil euros aos Bombeiros figueiroenses

agosto 06, 2020

A Câmara Municipal aprovou a atribuição de um subsídio extraordinário, no valor de 30 mil euros, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos. A atribuição, apresentada sob proposta do Presidente da Câmara, foi aprovada em Reunião de Câmara de 8 de julho, e surge na sequência da exposição, efetuada pelo Sr. Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários ao Município, relativa às dificuldades que a sua corporação atravessa devido à pandemia COVID-19.

O Estado de Emergência, provocou uma queda abrupta nas receitas da corporação, nomeadamente no setor da saúde (serviço de ambulância, emergência e transporte de doentes) pela não realização dos transportes relativos àqueles serviços, que constituem uma importante fonte de receita dos Bombeiros Voluntários deste concelho.

Face à diminuição da receita, a Pandemia obrigou a um aumento bastante significativo da despesa, com aquisição de produtos de desinfeção, EPI – Equipamentos de Proteção Individual com as normas de segurança adequadas e  exigidas para a proteção dos seus operacionais, bem como dos doentes transportados, isto tudo, em sintonia com as orientações veiculadas pela Organização Mundial de Saúde e da Direção-Geral de Saúde.

O subsídio agora aprovado, no âmbito das medidas extraordinárias de apoio COVID-19, perfaz os custos referentes a aproximadamente 3 meses de vencimentos dos bombeiros e cobre o corresponde ao período de paragem forçada de alguns serviços da corporação, atenuando-se assim as dificuldades vividas por uma associação que coloca o bem-estar de todos os cidadãos acima do seu próprio bem-estar.

 

Edifício associado à estadia do pintor José Malhoa em Figueiró dos Vinhos e onde faleceu em 26 de Outubro de 1933.
Atraído pelo convite do seu antigo mestre José Simões de Almeida Júnior (tio), José Vital Malhoa chegou Figueiró dos Vinhos por volta de 1883 e encantou-se pelos horizontes longínquos, as serranias, a cor dos campos e costumes, descobriu modelos para as suas pinturas e motivos para o seu projeto artístico. Aqui mandou construir esta casa, cuja planta é composta por dois corpos retangulares articulados em “T”. O corpo mais baixo, originalmente de um só piso corresponde à pequena casa térrea inicial que Malhoa ali mandou construir, possivelmente no ano de 1895.
Mais tarde, em 1898, sob traçado de Luiz Ernesto Reynaud, foi acrescentado um novo corpo, transformando-a numa verdadeira casa, onde a primitiva pequena casa é transformada no atelier de trabalho do Pintor, recebendo uma grande claraboia de ferro e vidro sobre a cobertura, há muito já desaparecida Destaca-se, no seu interior, a pequena sala de jantar aberta para a varanda alpendrada, onde as paredes são revestidas a pergamóide, imitando couro lavrado e as duas sobre-portas exibem frisos floridos em tela pintada a óleo, originais do pintor António Ramalho Júnior. A mesa de jantar e possivelmente o candeeiro da sala serão ainda peças sobreviventes do tempo do Pintor. O teto, em madeira, apresenta uns pequenos nichos que teriam pequenas obras de pintores amigos de Malhoa, entretanto desaparecidas.
Após a reabilitação de 1985, os nichos foram preenchidos com novas obras, produzidas e oferecidas por professores e alunos da Escola de Belas Artes de Lisboa. No jardim existe ainda o antigo caramanchão e um banco, ambos em ferro e contemporâneos do Pintor, e um lago ao gosto da época.

 

 

“O Casulo” de Malhoa é também o ponto de partida do percurso “Uma Volta à Vila, à Volta dos Quatro Artistas”.

Aqui poderá visitar uma exposição*, enriquecida com alguns objetos pessoais deste artista, que lhe permite ficar a saber mais sobre a casa e que revisita a vinda para Figueiró dos Vinhos de José Malhoa (1855-1933) e Henrique Pinto (1853-1912), dois pintores do Grupo do Leão, aqui trazidos a convite do Mestre e amigo José Simões d´Almeida Júnior (1844-1926), nascido em Figueiró, tal com o seu sobrinho José Simões d´Almeida (sobrinho) (1880-1950).

Ver o Casulo por fora é observar o resultado de sucessivas alterações que este sofreu na sua adaptação a residência privada após a venda em 1937.

O Busto de José Malhoa, do escultor caldense António Duarte (1912-1998), localizado já fora dos muros do Casulo, é também digno de nota. Originalmente colocado no Jardim Parque em 1956, foi trazido para a sua atual localização três décadas depois.

Solicite a visita no Museu e Centro de Artes.

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