CASULO DE MALHOA

 

Câmara Municipal aprova fornecimento e entrega de refeições escolares

janeiro 27, 2021

O Município volta a garantir o fornecimento de refeições escolares aos alunos do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos (AEFV), durante o novo período de encerramento das escolas em vigor, provocado pela situação pandémica COVID-19.

À semelhança de 2020, a medida, aprovada em Reunião de Câmara esta quarta-feira, sob proposta do Presidente Jorge Abreu, destina-se aos alunos detentores de Escalão A e B, bem como aos filhos dos Bombeiros figueiroenses, no âmbito do Regulamento Municipal de Atribuição de Benefícios Sociais aos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, de todos os níveis de ensino. O fornecimento das refeições será efetuado em estreita colaboração com o Agrupamento de Escolas, através da entrega de cabazes de alimentos para confeção das refeições no domicílio dos alunos, cuja distribuição será realizada quinzenalmente e assegurada pela Autarquia. Os interessados em obter este apoio deverão contactar o AEFV através do número 236 559 170.

O Município volta, assim, a superar as suas competências no âmbito da prestação de apoios alimentares a alunos beneficiários dos escalões A e B da ação social escolar, assegurando não só a continuidade do fornecimento das refeições escolares destes alunos, durante o atípico encerramento dos estabelecimentos de ensino, mas também alargando esse apoio, em 100%, aos alunos detentores do Escalão B, assumindo, para o efeito, o encargo que seria, normalmente, suportado pelos Encarregados de Educação.

O apoio, que abrange um universo de mais de 200 alunos, pretende, assim, minimizar um pouco as dificuldades sentidas, por pais e alunos, inerentes ao exigente, mas necessário, atual Estado de Emergência.

 

Edifício associado à estadia do pintor José Malhoa em Figueiró dos Vinhos e onde faleceu em 26 de Outubro de 1933.
Atraído pelo convite do seu antigo mestre José Simões de Almeida Júnior (tio), José Vital Malhoa chegou Figueiró dos Vinhos por volta de 1883 e encantou-se pelos horizontes longínquos, as serranias, a cor dos campos e costumes, descobriu modelos para as suas pinturas e motivos para o seu projeto artístico. Aqui mandou construir esta casa, cuja planta é composta por dois corpos retangulares articulados em “T”. O corpo mais baixo, originalmente de um só piso corresponde à pequena casa térrea inicial que Malhoa ali mandou construir, possivelmente no ano de 1895.
Mais tarde, em 1898, sob traçado de Luiz Ernesto Reynaud, foi acrescentado um novo corpo, transformando-a numa verdadeira casa, onde a primitiva pequena casa é transformada no atelier de trabalho do Pintor, recebendo uma grande claraboia de ferro e vidro sobre a cobertura, há muito já desaparecida Destaca-se, no seu interior, a pequena sala de jantar aberta para a varanda alpendrada, onde as paredes são revestidas a pergamóide, imitando couro lavrado e as duas sobre-portas exibem frisos floridos em tela pintada a óleo, originais do pintor António Ramalho Júnior. A mesa de jantar e possivelmente o candeeiro da sala serão ainda peças sobreviventes do tempo do Pintor. O teto, em madeira, apresenta uns pequenos nichos que teriam pequenas obras de pintores amigos de Malhoa, entretanto desaparecidas.
Após a reabilitação de 1985, os nichos foram preenchidos com novas obras, produzidas e oferecidas por professores e alunos da Escola de Belas Artes de Lisboa. No jardim existe ainda o antigo caramanchão e um banco, ambos em ferro e contemporâneos do Pintor, e um lago ao gosto da época.

 

 

“O Casulo” de Malhoa é também o ponto de partida do percurso “Uma Volta à Vila, à Volta dos Quatro Artistas”.

Aqui poderá visitar uma exposição*, enriquecida com alguns objetos pessoais deste artista, que lhe permite ficar a saber mais sobre a casa e que revisita a vinda para Figueiró dos Vinhos de José Malhoa (1855-1933) e Henrique Pinto (1853-1912), dois pintores do Grupo do Leão, aqui trazidos a convite do Mestre e amigo José Simões d´Almeida Júnior (1844-1926), nascido em Figueiró, tal com o seu sobrinho José Simões d´Almeida (sobrinho) (1880-1950).

Ver o Casulo por fora é observar o resultado de sucessivas alterações que este sofreu na sua adaptação a residência privada após a venda em 1937.

O Busto de José Malhoa, do escultor caldense António Duarte (1912-1998), localizado já fora dos muros do Casulo, é também digno de nota. Originalmente colocado no Jardim Parque em 1956, foi trazido para a sua atual localização três décadas depois.

Solicite a visita no Museu e Centro de Artes.

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