Em 1598 foi fundado em Figueiró dos Vinhos o convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços, por ação de Pero de Alcáçova de Vasconcelos, senhor de Figueiró e Pedrógão, neto de D. Pedro de Alcáçova Carneiro, secretário do rei Filipe I de Portugal e por sua esposa D. Maria de Meneses.

Este convento é o segundo da Ordem dos Carmelitas Descalços a iniciar a sua construção em Portugal, pós Reforma Teresiana, seguindo a Tipologia Carmelitana pela qual a Ordem é conhecida em todo o mundo.

Foi Colégio de Artes, tendo-se destacado como um dos mais marcantes centro de estudos de Filosofia da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal.

No ano de 1642, celebrou-se neste convento o Capítulo Provincial da Ordem. Nele se autorizou oferecer o padroado da Província de Portugal da Ordem dos Carmelitas Descalços à Rainha D. Luísa.

A igreja deste convento possui quatro pedras sepulcrais com as inscrições dos senhores de Figueiró e Pedrógão e dos Condes de Figueiró que foram padroeiros deste cenóbio.

Possuiu um notável retábulo no seu altar-mor, também caraterístico de muitos outros conventos dos Carmelitas Descalços, em Espanha e em Portugal. Após 1834, ano em que foram extintas oficialmente as Ordens Religiosas no País, foi Casa da Misericórdia e Hospital.

 

 

Visita mediante solicitação prévia no Posto de Turismo

 

Aviso à População: Precipitação, Queda de Neve, Vento e Agitação Marítima - Medidas Preventivas

fevereiro 04, 2026

 

1 - SITUAÇÃO:

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um
agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido à influência da Depressão
LEONARDO com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve,
salientando-se:
Períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir da tarde de hoje, 3 de fevereiro;
Vento forte, com rajadas até 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego e até 95km/h nas serras do Sul;
Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima;
Queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, com acumulações até 25cm acima de 1600 metros e entre 10 e 15cm acima de 1000metros, e nas serras do Norte e Centro. 

Informação meteorológica em www.ipma.pt 

 

Informação Hidrológica

De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) salienta-se:
– 3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios potencialmente atingidos
por inundações fluviais:

  • Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
  • Rio Águeda: Águeda;
  • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
  • Rio Lis: Leiria;
  • Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
  • Rio Sorraia: Coruche, Benavente;
  • Rio Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém – com caudais superiores aos habituais, perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens e áreas que se encontram inundadas.

– 3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios em situação de vigilância:

  • Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
  • Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde;
  • Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
  • Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
  • Rio Tâmega: Chaves, Amarante - pode ocorrer uma subida de caudal acima do previsto. Recomenda-se o acompanhamento da situação hidrológica.


– 4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:

 

  • Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
  • Rio Águeda: Águeda;
  • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
  • Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
  • Rio Sorraia: Coruche, Benavente.


– 4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:

  • Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
  • Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende;
  • Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
  • Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
  • Rio Tâmega: Chaves, Amarante

Informação hidrológica em https://apambiente.pt 

 

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 3 de fevereiro, e quinta-feira, 5 de fevereiro, sendo expectável:

– A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro;
– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
– A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
– Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve;
– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.

 

 

3 - MEDIDAS PREVENTIVAS:

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:


– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das
águas;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
– Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
– Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
– Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos
da orla marítima;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;

  • Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
  • Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
  • Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
  • Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
  • Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
    – Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
    – Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
    – Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
    – Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
    – Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
    – Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
    – Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança

 

Acompanhe também as recomendações (cuidados a ter com o frio) da Direção-Geral da Saúde em www.dgs.pt.

 

 Previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

 

 

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