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Aviso à População: Agravamento das Condições Meteorológicas | Precipitação, Vento e Agitação Marítima

março 08, 2023

1 - SITUAÇÃO METEOROLÓGICA:

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, salienta-se para os próximos dias:

  • Precipitação:
    • Regiões Norte e Centro: Hoje, precipitação por vezes forte, passando a aguaceiros. Amanhã, dia 09, aguaceiros (por vezes fortes) de granizo e com possibilidade de ocorrência de trovoada;
    • Região Sul: períodos de chuva que podem ser localmente intensos, passando depois a regime de aguaceiros;
  • Vento até 30 km/h de sudoeste, mais intenso na faixa costeira e nas terras altas das regiões do Norte e Centro;
  • Ondas de oeste de 4 a 4,5 metros.

 

Informação hidrológica
De acordo com a informação hidrológica disponibilizada pela APA, verifica-se o seguinte:

  • Bacia hidrográfica do Lima: Os caudais na sub-bacia do Vez irão subir, mas sem impactos significativos. Não são expectáveis situações críticas no Lima.

 

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

Nos meios urbanos, a ocorrência de elevadas quantidades de precipitação, origina o arrastamento de detritos e a sua deposição nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais, provocando a obstrução dos canais de escoamento, com a consequente acumulação de água, que poderá provocar cortes de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos dos edifícios.


Nos cursos de água (rios e ribeiras), a precipitação elevada pode originar o galgamento das margens devido:

  • Ao arrastamento e deposição de materiais sólidos, sobretudo em zonas onde se verifica a existência do “estrangulamento do leito”, nomeadamente devido a passagens hidráulicas; 
  • Ao acumulado de água, por conta dos eventos de precipitação anteriormente verificados;
  • Ao assoreamento dos leitos, que poderá originar a diminuição da capacidade de vazão das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras;
  • À falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e à incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal.


Os efeitos esperados e com maior impacto serão:

  • A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
  • A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
  • A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
  • O arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou o desprendimento de estruturas móveis, por efeito do vento forte;
  • A formação de lençóis de água e o piso rodoviário escorregadio;
  • Possíveis acidentes na orla costeira;

 

 

3 – MEDIDAS PREVENTIVAS:

Com base nos impactos previstos, a adoção de comportamentos pró-ativos e responsáveis, serão a forma mais eficiente e imediata, de mitigar os efeitos das condições meteorológicas que farão sentir nas próximas horas.

Adoção de medidas de autoproteção por parte do cidadão:

  1. Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
  2. Assegurar a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais ou varandas e a limpeza de sarjetas, algerozes e caleiras dos telhados de habitações;
  3. Não estacionar em zonas com histórico de inundações;
  4. Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  5. Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos ou árvores, em locais de vento mais forte;
  6. Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água;
  7. Ter especial cuidado na circulação e na permanência junto da orla costeira;
  8. Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.


A ANEPC recomenda aos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) a tomada das necessárias medidas de antecipação, para a mitigação dos efeitos anteriormente identificados, com especial atenção para as zonas com maior risco, nomeadamente n
as inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais:

  1. Verificação dos sistemas de drenagem urbana, procedendo sempre que necessário à sua limpeza e desobstrução;
  2.  O reforço da informação aos cidadãos, para que assegurem desobstrução dos sistemas de escoamento de águas das suas propriedades e/ou habitações;
  3. O reforço da informação aos cidadãos no que diz aos riscos associados à circulação rodoviária, promovendo a adoção a uma condução defensiva;
  4.  A Restrição dos movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas, ao mínimo possível.


A Autoridade Nacional de Emergência
e Proteção Civil apela para a necessidade de cumprimento dos conselhos que constam deste comunicado técnico, solicitando a todos que adotem e difundam as medidas preventivas divulgadas, com vista à mitigação dos riscos descritos, garantindo desta forma a salvaguardar e a proteção dos cidadãos e dos seus bens.


 Acompanhe as previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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