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Município de Figueiró dos Vinhos distinguido pela sua presença na Internet

dezembro 21, 2022

O Município de Figueiró dos Vinhos foi distinguido, pela primeira vez, no Programa IPIC 2021 (Índice da Presença na Internet das Câmaras Municipais Portuguesas), estando no Top 10 do Ranking Setorial no “Critério 1: Conteúdos - Tipo e Atualização”.

A apresentação pública dos resultados, relativos a 2021, decorreu ontem, pelas 17h00, na Reitoria da Universidade do Minho, em Braga e contou com as intervenções de João Dias, Presidente da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), de João Nuno Oliveira, diretor para a Transição Digital do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE); e de Delfina Sá Soares e Mariana Lameiras, elementos da equipa do projeto IPIC.

O programa vai já na sua 11.ª edição, tendo sido criado, em 1999, pelo GÁVEA – Observatório da Sociedade da Informação, ligado à Escola de Engenharia da Universidade do Minho e contando com a participação da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e da Universidade das Nações Unidas – Unidade Operacional em Governação Eletrónica (UNU-EGOV).

O Índice da Presença na Internet das Câmaras Municipais Portuguesas visa analisar periodicamente a presença online dos municípios nacionais, classificando as autarquias relativamente às dez primeiras posições no Índice Global, bem como em quatro critérios diferenciados: Conteúdos - Tipo e Atualização; Acessibilidade, Navegabilidade e Facilidade de Utilização; Serviços Online; e Participação. Paralelamente, é analisada a evolução de cada uma das autarquias em relação aos índices alcançados nos anos anteriores, seguindo, assim, a resolução do Conselho de Ministros 22/2001, que preconiza a avaliação regular dos sites dos organismos da administração direta e indireta do Estado.

Na primeira edição do IPIC, foram analisados os 153 sites municipais existentes na época, sendo que, desde 2009, todos os 308 municípios nacionais passaram a ter página oficial na Internet e a sua presença e eficácia na WEB analisada de dois em dois anos pela Equipa do Programa, sempre com o foco principal de fomentar a partilha de boas práticas e exemplos de sucesso na prestação de serviços aos cidadãos.

 Diploma IPIC 2021 - “Critério 1: Conteúdos - Tipo e Atualização”, Top 10 Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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