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Aviso à População: Tempo Frio - Medidas Preventivas

janeiro 05, 2026

Perante as condições meteorológicas previstas para os próximos dias, caracterizadas por temperaturas baixas, divulgam-se os principais efeitos expectáveis e as medidas preventivas recomendadas, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

 

Efeitos Expectáveis

Em função das condições de frio intenso, poderão verificar-se os seguintes riscos:

  • Intoxicações por inalação de gases, resultantes de ventilação inadequada das habitações, associadas à utilização de lareiras, salamandras e braseiras;

  • Incêndios em habitações, provocados pela utilização incorreta de equipamentos de aquecimento ou por avarias elétricas;

  • Formação de gelo em alguns troços da rede viária, com impacto na circulação rodoviária e aumento do risco de acidentes.

 

Medidas Preventivas

A ANEPC recomenda a adoção de comportamentos preventivos que contribuam para a redução dos riscos associados ao frio, nomeadamente:

  • Evitar a exposição prolongada ao frio e as mudanças bruscas de temperatura;

  • Utilizar várias camadas de roupa adequadas às condições climatéricas;

  • Proteger as extremidades do corpo (cabeça, mãos e pés) com gorro, cachecol, luvas e meias quentes;

  • Consumir refeições quentes, como sopas, e bebidas quentes, evitando o consumo de álcool;

  • Garantir vestuário adequado a trabalhadores que exerçam atividades ao ar livre e evitar esforços físicos excessivos;

  • Redobrar os cuidados na utilização de equipamentos de aquecimento por combustão (lareiras e braseiras), devido ao risco de intoxicação por monóxido de carbono;

  • Assegurar uma ventilação adequada das habitações;

  • Evitar a utilização de equipamentos de aquecimento durante o sono e desligá-los da corrente elétrica antes de se deitar;

  • Adotar uma condução defensiva, sobretudo em zonas suscetíveis à formação de gelo;

  • Prestar especial atenção e apoio a familiares, vizinhos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, em particular idosos e pessoas isoladas;

  • Dedicar cuidados acrescidos a crianças, idosos, doentes crónicos e pessoas em situação de sem-abrigo;

  • Garantir abrigo e proteção adequados aos animais, especialmente os que permanecem no exterior;

  • Acompanhar as previsões meteorológicas e seguir as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.


Acompanhe também as recomendações (cuidados a ter com o frio) da Direcção Geral da Saúde em www.dgs.pt

 

 Previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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