ferrarias

 

 ferrarias web4

 

Novo Parque Logístico Municipal já se encontra em pleno funcionamento

abril 17, 2023

O Município de Figueiró dos Vinhos tem um novo Parque Logístico, fruto da reabilitação do antigo edifício da PECAPE.

O espaço, adquirido pelo Município em 2007, foi alvo de requalificação recente, permitindo, agora, concentrar os serviços municipais, anteriormente, localizados em instalações precárias junto ao vulgo Bairro Municipal. Deste modo, o novo Parque Logístico Municipal alberga, agora, serviços de Oficinas, Serralharia, Carpintaria e Armazém, bem como trabalhadores dos Gabinetes afetos à Divisão de Obras Públicas e Ambiente, à Divisão de Administrativa e Financeira e à Unidade Conservação de Infraestruturas e Equipamentos, compreendendo, ainda, a implementação de um Consultório Médico e de Enfermagem permanente, para cumprimento da especialidade obrigatória da Medicina do Trabalho.

A obra, iniciada em 2018, encontra-se em fase de conclusão e realizou-se em 2 etapas de grande envergadura, permitindo uma área de reabilitação de 27.365 m2, entre intervenções em edifícios e melhoramento/implementação de espaços exteriores úteis. Numa primeira etapa, movido pela preocupação ambiental, procedeu-se à substituição das coberturas em amianto dos edifícios, cujo valor total de 192.470,41 €, foi financiado pelo Centro 2020 (85 %) e pelo Fundo Emergência Municipal (15 %). Já a segunda etapa, que se referiu a todos os trabalhos necessários à recuperação do edifício e de repavimentação da área exterior, perfez um valor de 362.875,08 €, suportado totalmente pela Câmara Municipal.

Atualmente, o Parque Logístico dispõe, assim, de uma área interior coberta, onde funcionam todos os serviços mencionados com espaços independentes entre si, além de balneários com duche e refeitório devidamente equipado; dispõe, igualmente, de uma área interior não coberta com parque de estacionamento e área de lavagem para Viaturas do Município; e uma área exterior não coberta com parque de viaturas e motociclos para os colaboradores.

A reabilitação de um edifício em risco de degradação transformou e melhorou colossalmente as condições de trabalho dos funcionários, proporcionando melhorias não só no que respeita à execução do serviço, mas também no que respeita à qualidade e bem-estar oferecidos aos trabalhadores.

 

Fotos novo Parque Logistico

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

ferrarias web1


ferrarias web2


ferrarias web3

Newsletter

Agenda Cultural pensada para si, com eventos para todas as idades!
Receba, gratuitamente, a programação do mês e cancele quando quiser.

Damos valor à sua privacidade

Utilizamos cookies no nosso website para lhe proporcionar uma experiência mais relevante, recordando as suas preferências e as suas visitas repetidas. Ao clicar em "Aceitar", consente a utilização de TODOS os cookies. No entanto, pode visitar as "Definições de Cookie" no seu browser e permitir consentimento mais ajustado.

Politica de Privacidade

         app banner 2




revista