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APIN apresenta investimento de 7 milhões em Figueiró dos Vinhos

maio 22, 2023

Secretário de Estado do Ambiente visita e conhece projetos APIN do concelho

Figueiró dos Vinhos recebeu, hoje, a Sessão Pública de Apresentação dos Investimentos da APIN no concelho.

A apresentação evidenciou o investimento global da APIN de mais de 7 milhões de euros (7.035 382,17 €) no concelho de Figueiró dos Vinhos. Um valor afeto, maioritariamente, à Execução de Redes de Drenagem de Águas Residuais (6.750.000,00 €) e que permitiu o aumento da taxa de cobertura de saneamento de 28% para 55% no concelho.

A APIN referiu também, outros investimentos destinados ao concelho, como a implementação de um projeto na área da Eficiência Hídrica para redução e prevenção de perdas nos sistemas de distribuição e adução de água. Um projeto integrado no Plano Estratégico de Controlo de Perdas do Sistema de Abastecimento de Água, transversal a todo o Sistema APIN, com um investimento global de cerca de 5 milhões de euros.

O evento contou com a presença do Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Arq. Hugo Pires, bem como do Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Eng.º José Carlos Pimenta Machado e representantes de outras Empresas de Sistemas de Gestão de Águas. Além das entidades mencionadas, estiveram também presentes elementos do Conselho de Administração da APIN, da Comissão Executiva da APIN, representantes dos Municípios integrantes do Sistema APIN e Presidentes de Junta das Freguesia do Município de Figueiró dos Vinhos.

O programa de apresentação, iniciado pelas 11h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal, contemplou também a visita às obras em execução, nomeadamente a Empreitada do Sistema de Águas Residuais Domésticas de Santarém e Outras Povoações e ao Reservatório do Projeto Eficiência Hídrica.

Projetos e investimentos que contribuem para melhoria das condições de vida das populações e cuja execução só é possível através da agregação de municípios existente. A associação de Municípios para este fim e a constituição do Sistema APIN, permitiu e continua a permitir o acesso a investimentos vitais e de grande escala, cofinanciados por fundos comunitários, garantindo uma gestão profissional, tecnicamente habilitada e focada exclusivamente neste sector, potenciando a qualidade e equidade do serviço prestado aos cidadãos.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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