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Cruz Vermelha lança campanha de apoio às populações afetadas pelo Terramoto em Marrocos

setembro 15, 2023

A Cruz Vermelha Portuguesa juntou-se ao Apelo Internacional e lançou uma campanha de angariação de fundos para apoiar as populações afetadas pelo terramoto que atingiu Marrocos, no dia 8 de Setembro.

As equipas do Crescente Vermelho Marroquino (MRCS) estão no terreno, desde o primeiro momento, em estreita colaboração com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV) e as autoridades locais, a apoiar em áreas como:

  • Levantamento de necessidades
  • Resgate e salvamento
  • Água e Saneamento
  • Saúde
  • Abrigo
  • Serviços de apoio psicossocial
  • Transporte de feridos para instâncias hospitalares
  • Primeiros socorros

 

O terramoto de magnitude 6,8 atingiu o centro de Marrocos, provocando mais de 2 mil mortos e centenas de desalojados, bem como a destruição de edifícios e habitações

Com este Apelo, a Cruz Vermelha acredita poder fazer a diferença na satisfação das necessidades humanitárias imediatas das pessoas afetadas e permitir a construção de um plano de recuperação a longo prazo.


Como apoiar:

Transferência Bancária | PT50 0018 0000 23996353001 49
MBway | 910066081

 

A ajuda de todos é crucial! Divulgue, Partilhe, Apoie!

Saiba mais consultando o site da Cruz Vermelha Portuguesa: "Marrocos precisa de si"

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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