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XVII Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos volta de novo com 15 doceiros

outubro 02, 2023

A Feira de Doçaria Conventual XVII Feira Doçaria Conventual - programade Figueiró dos Vinhos está de regresso ao Convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços para a sua 17.ª edição.

Marcada para o último fim de semana de outubro, os dias 28 e 29 terão à disposição diferentes casas de doçaria conventual com tradições históricas e muitas tentações seculares: Alcobaça, Almourol (Vila Nova da Barquinha), Amarante, Aveiro, Caldas da Rainha, Castanheira de Pêra, Cernache do Bonjardim, Évora, Figueiró dos Vinhos, Nisa (Portalegre), Ovar, Sertã, Tentúgal e Tomar.

Além dos mais variados doces conventuais e licores do país, o certame conta, igualmente, com a indispensável programação cultural: Animação diária, concertos, visitas guiadas e workshops para crianças e adultos.

O primeiro dia inicia-se pelas 11h00 com a inauguração oficial da Feira e a tarde é reservada à cultura com um Workshop, para pais e filhos, dedicado às “Broinhas dos Santos” (inscrições limitadas); um “Roteiro Encenado”, que consiste numa visita guiada, com encenação, a vários pontos do centro da vila; e um concerto de piano e voz protagonizado por “Bliss”.

O dia seguinte, e o último desta saborosa edição, contará com “Roteiro Encenado”, durante a manhã, seguindo-se a tarde com o Workshop “Pão de Ló de Ovar”, também ele com inscrições limitadas e dirigido a maiores de 16 anos, pelas mãos da pasteleira da Flôr de Liz de Ovar, umas das Casas de Doces Conventuais com presença assídua desde a I Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos. O encerramento da programação cultural deste ano será conduzido pelo Coro da Universidade Sénior de Figueiró dos Vinhos.

Figueiró dos Vinhos convida-o, assim, para um fim de semana doce, cultural e recheado de boas surpresas!

 Os workshops e Roteiro Encenado são gratuitos, mas carecem de inscrições obrigatórias através do n.º 916 206 446
 Programação Completa Aqui

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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