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Figueiró dos Vinhos já tem Núcleo Local da Garantia para a Infância

outubro 16, 2023

O novo Protocolo de Parceria para a Implementação e Acompanhamento do Núcleo Local da Garantia para a Infância de Figueiró dos Vinhos (NLGPI) foi celebrado, na passada sexta-feira, dia 13, na Batalha, entre a Coordenação Nacional da Garantia para a Infância e o Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Figueiró dos Vinhos.

O evento realizado com todos os Municípios e respetivos Conselhos Locais de Ação Social do distrito, que assinaram e aprovaram Protocolos de Parceria para a Implementação e Acompanhamento de NLGPI, contou com a presença da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Os Núcleos Locais da Garantia para a Infância (NLGPI) surgem no âmbito do Plano Nacional da Garantia para a Infância (PAGPI 2022-2030) e da, consequente, criação de uma Garantia Europeia para a Infância, visando a prevenção e combate à pobreza e à exclusão social das crianças e dos jovens, e suas famílias.

Criados pela Rede Social e assentes nos Conselhos Locais de Ação Social, este Núcleos associam parceiros locais com competências de intervenção em matéria de acolhimento de primeira infância, educação e atividades em contexto escolar, saúde, alimentação saudável, habitação, inclusão e integração social, promoção dos direitos das crianças e jovens, não discriminação e promoção da igualdade. Neste sentido, os NLGPI atuarão e aplicarão medidas adaptadas, tendo em conta as particularidades específicas de cada território e as necessidades próprias das suas crianças, jovens e respetivas famílias.

O Núcleo de Figueiró dos Vinhos, aprovado em Reunião de Câmara de 24 de abril e em Reunião do CLAS de 15 de setembro, permitirá, deste modo, responder mais e melhor às vulnerabilidades das crianças e dos jovens do concelho, e das suas famílias, através de uma abordagem multidisciplinar, promotora de uma efetiva coesão, integração e prosperidade social.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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