ferrarias

 

 ferrarias web4

 

Intervenção na “Mata Municipal do Cabeço do Peão” valoriza espaço verde existente

outubro 26, 2023

Foi concluída a execução do projeto de valorização da Mata Municipal do Cabeço do Peão, situada na zona alta da Vila de Figueiró dos Vinhos. O projeto traduziu-se numa intervenção de limpeza de diversas áreas de matos e outra vegetação; plantações; e implementação e sinalização de percursos, como forma de tornar o espaço mais apetecível para usufruto da população, residentes e visitantes.

O projeto de valorização da Mata Municipal do Cabeço do Peão, elaborado pelo Município de Figueiró dos Vinhos após ser detetada a necessidade iminente de intervenção, visou tornar aquele espaço mais utilizável e atrativo, reforçando a componente ambiental associada.

Globalmente, foram executados trabalhos de limpeza e desmatação do terreno, incluindo controlo de espécies invasoras e controlo de matos, em diversas zonas da Mata Municipal do Cabeço do Peão, numa área total superior a 22ha.

Em algumas zonas específicas, foram efetuadas desmatações, regularizando densidades excessivas, promovendo a segurança e permitindo um maior crescimento das árvores existentes.

Subsequentemente, foi feita a plantação de cerca de 900 árvores autóctones entre azevinhos, carvalhos, sobreiros e medronheiros, valorizando o espaço verde urbano, potenciando a criação de zonas verdes apelativas e utilizáveis pela população e visitante.

Numa outra vertente, numa artéria adjacente à Avenida Sá Carneiro, foi implementado um passadiço de cerca de 100 metros, que permitiu ligar a zona alta da Vila à Mata Municipal, na zona dos Campos de Ténis, possibilitando, assim, um acesso, exclusivamente, pedonal, mais adequado face ao reconhecido declive de outros acessos, apenas possível, até agora, por estrada rodoviária.

Esta solução permite, claramente, aproximar a Mata Municipal da Vila, possibilitando a utilização pedonal daquele espaço na prática desportiva ou meramente lúdica.

Por outro lado, os caminhos pedonais já existentes, foram sinalizados com setas direcionais e Painéis/Totens identificativos da zona, permitido, deste modo, uma melhor orientação e informação a quem visita e percorre aquele espaço.

Esta operação foi aprovada no âmbito do “Aviso n.º 11/REACT-EU/2021 - (Re)arborização de espaços verdes e criação de ilhas-sombra em meio urbano” e tem um financiamento associado de 100 %, totalizando o valor de 73.643 euros, atribuído pelo COMPETE 2020 e financiado pelo REACT-EU, parte da resposta da União Europeia à pandemia COVID-19, num programa específico para o efeito.

 

Barra_de_financiamento_completa_1.jpg

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

ferrarias web1


ferrarias web2


ferrarias web3

Newsletter

Agenda Cultural pensada para si, com eventos para todas as idades!
Receba, gratuitamente, a programação do mês e cancele quando quiser.

Damos valor à sua privacidade

Utilizamos cookies no nosso website para lhe proporcionar uma experiência mais relevante, recordando as suas preferências e as suas visitas repetidas. Ao clicar em "Aceitar", consente a utilização de TODOS os cookies. No entanto, pode visitar as "Definições de Cookie" no seu browser e permitir consentimento mais ajustado.

Politica de Privacidade

         app banner 2




revista