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"A Terra Treme" 2023 - Sensibilização para o Risco Sísmico

novembro 09, 2023

Cartaz A TERRA TREME 2023

A 11.ª edição do exercício nacional A TERRA TREME realiza-se já no próximo dia 14 de novembro, pelas 11h14m.

A TERRA TREME é um exercício nacional de sensibilização para o risco sísmico promovido, anualmente, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas.

A TERRA TREME visa capacitar a população para saber como agir antes, durante e depois de um sismo, sensibilizando os cidadãos para o facto de viver numa sociedade de risco, e desafiando-os a envolverem-se no processo de construção de comunidades mais seguras e resilientes a catástrofes.

O Exercício compreende a prática de 3 gestos simples que podem fazer a diferença a quem os praticar perante a ocorrência de um sismo. Tem apenas a duração de 1 minuto, durante o qual os participantes, individualmente ou em grupo (famílias, escolas, empresas, instituições públicas, privadas ou associativas), são convidados a executar os 3 gestos que salvam: Baixar, Proteger e Aguardar.

Além das Escolas, cuja adesão à iniciativa tem sido expressiva, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem procurado alargar a reflexão e o debate em torno da temática do risco sísmico e o conhecimento sobre o que fazer antes, durante e depois de um sismo a outros setores da sociedade civil, de modo a alcançar-se uma maior resiliência, individual e coletiva, entre a população.

 

COMO PARTICIPAR?

  1. REGISTE– Registe-se no site (www.aterratreme.pt/inscreva-se/), manifestando o seu interesse por esta campanha. Refira o número de participantes previstos e contactos para eventual envio de mais informação.
  1. PLANEIE– Defina a dimensão que quer dar ao exercício, que pode ir do nível mais simples com a prática dos 3 gestos, à elaboração de um exercício mais completo e que inclusive teste o Plano de Emergência, envolvendo entidades diversas.
  1. DIVULGUE– Envolva todas as pessoas da sua família e organização e partilhe a informação sobre A TERRA TREME pela sua lista de contactos, incentivando-os a participar. Colabore connosco na resposta a um inquérito que visa aferir o graude perceção do risco sísmico (www.aterratreme.pt/inquérito).
  1. CONSULTE – Partilhe os materiais de divulgação disponíveis no site, reforçando a preparação individual e coletiva para uma situação de sismo.
  1. EXERCÍCIO – Dia 14 de novembro, às 11h14, execute os 3 gestos que salvam: BAIXAR, PROTEGER, AGUARDAR!

 

Conheça ou relembre os procedimentos que deve adotar antes, durante e depois de um sismo, e organize-se, à sua casa e família em 7 passos essenciais. Divulgue esta iniciativa junto da sua família, dos seus amigos e colegas de trabalho. Porque TODOS SOMOS PROTEÇÃO CIVIL!

 

ícone link Internet INSCRIÇÕES: https://www.aterratreme.pt/inscreva-se/
Icone Informações INFORMAÇÕES: Exercício A Terra Treme 2023: https://www.aterratreme.pt/o-exercicio/

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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