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Aviso - Reabertura da Estrada Ex EN350 – Estrada de Arega dia 10 de maio, às 18h00

maio 09, 2024

O dever de informação à população é um desígnio que, desde sempre, pautou a atuação do atual executivo. Nunca, em momento algum, nos últimos dez anos e meio, se deixou de transmitir à população toda a informação relevante referente a situações passíveis de afetar as suas vidas.

Em virtude de condições climatéricas muito adversas, que se verificaram no último outono e inverno, e na sequência de um fenómeno de chuva extrema, ocorreu uma significativa e complexa derrocada numa importante zona adjacente (talude) à estrada Ex EN350, provocando um grau de destruição bastante acentuado, comprometendo gravemente a segurança de circulação.

A complexidade da situação ocorrida impôs a realização de uma intervenção técnica particularmente exigente e de muito difícil execução, recorrendo-se à contratação de serviços de uma empresa de Geotecnia, especializada e com experiência neste tipo de situações.

Neste sentido, uma vez que nenhuma solução técnica para a estabilização do talude poderia ser decidida sem o estudo prévio de sondagem geotécnica de toda a área afetada, foi necessário recorrer à realização de perfurações com recurso a equipamento específico. Contudo, as condições climatéricas dos últimos meses, nomeadamente a persistência de chuva, impediram a realização imediata desse estudo em condições de segurança adequadas para os trabalhadores. Só mais recentemente, foram asseguradas essas mesmas condições de segurança e, logo, foi efetuado o indispensável estudo de sondagem.

Deparámo-nos, desta forma, com uma situação em que a solução do problema, pela complexidade e extrema dificuldade técnica, é inevitavelmente um processo mais demorado do que o desejado.

Assim, após a conclusão do estudo de sondagem e enquanto se define a solução técnica definitiva, conseguiu-se efetuar uma intervenção provisória, que permitirá a reabertura da via em condições de segurança até à conclusão dos trabalhos.

Neste sentido, informa-se que a estrada Ex EN350 será reaberta amanhã, sexta-feira, pelas 18h00.

Compreendemos que toda a população foi afetada e lamentamos o transtorno que esta situação causou aos utilizadores daquela via e, em particular, à População de Arega. Mas, acima de tudo, é responsabilidade do Presidente da Câmara assegurar a realização de uma intervenção que garanta a superior salvaguarda da segurança dos cidadãos. Jamais se permitiria que, em nome da pressão daqueles que, por interesses pessoais e políticos se limitam a criticar o trabalho sério dos outros, se avançasse para uma situação apressada, irresponsável e que colocasse em perigo a vida das pessoas.  

 

                                                                
 
 
 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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