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Rural Move e Figueiró dos Vinhos promovem trabalho remoto

maio 17, 2024

Na penúltima semana de maio, de 20 a 24, um grupo de 12 trabalhadores remotos vai experimentar trabalhar a partir de Figueiró dos Vinhos. A “RURAL EXPERIENCE” é uma das várias iniciativas promovidas pela Associação Rural Move e conta aqui com o apoio do Município de Figueiró dos Vinhos.

Pessoas das mais diversas proveniências e perfis profissionais integrarão este projeto. Promover o Concelho de Figueiró dos Vinhos como um território atrativo para trabalhadores remotos e para possíveis investidores e, também, fomentar o envolvimento dos atores locais nas estratégias e iniciativas de atração e fixação de novos residentes, são os grandes objetivos desta iniciativa.

Os 12 trabalhadores remotos trabalharão a partir do Espaço de CoworkingSonuma. A organização espera que essa experiência tenha um impacto positivo no território, por isso, além de ser promovido o consumo dos produtos e serviços locais, serão dinamizadas várias ações que visam a interação com as comunidades e associações do concelho, tais como visitas à região, serões temáticos abertos à população, entre outros.

Sabe-se que o trabalho remoto é hoje uma das grandes oportunidades para os territórios de baixa densidade atraírem e fixarem população, especialmente população mais jovem e qualificada. No entanto, há vários desafios na implementação destas estratégias, como por exemplo, a questão das infraestruturas de apoio, o desconhecimento do território e a falta de ligação à comunidade local.

Assim, este tipo de iniciativas permite dar a conhecer o território e as suas potencialidades, ao mesmo tempo que ajuda a melhorar cada vez mais as estratégias de atração deste público-alvo.

O desenvolvimento desta iniciativa enquadra-se no âmbito da estratégia de promoção do concelho de Figueiró dos Vinhos como um território atrativo para viver, trabalhar e investir. Essa experiência permitirá ainda a recolha de informações importantes que permitam ao Município melhorar a sua oferta e ir ao encontro das necessidades desses novos trabalhadores.

A organização desta experiência está a cargo da Associação Rural Move (www.ruralmove.org) e do Município de Figueiró do Vinhos que, desde 2023 têm colaborado na promoção e dinamização de Figueiró do Vinhos (https://www.cm-figueirodosvinhos.pt/) como um território aberto ao investimento e a novos residentes.

 

 Logo Rural Move  

 

 

 

logo Município Figueiro

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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