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Figueiró dos Vinhos recebeu a “RURAL EXPERIENCE”

maio 24, 2024

Figueiró dos Vinhos recebeu a “RURAL EXPERIENCE”, uma iniciativa promovida pela Associação Rural Move (www.ruralmove.org) e que o Município de Figueiró dos Vinhos acolheu e dinamizou entre os dias 20 e 24 de maio.

Ao longo da semana, 12 trabalhadores remotos trabalharam a partir de um espaço no Complexo Empresarial SONUMA, de forma autónoma, no âmbito da sua atividade profissional, usualmente desenvolvida à distância, forma de trabalho que na atualidade assume especial importância.Das iniciativas promovidasfizeram parte um encontrocom empresários do alojamento turístico de Figueiró dos Vinhos, no qual foram discutidas novas formas de atração de residentes e visitantes com estadias mais prolongadas, bem como um evento de partilha de experiências com trabalhadores remotos, já instalados em Figueiró dos Vinhos no Espaço de Cowork do CE SONUMA, que possibilitou trocar ideias e perceber as vantagens e a implementação de melhores condições para estas novas formas de trabalho que reforçam a atratividade de novos residentes em idade ativa.

Paralelamente, foi proporcionado, aos 12 trabalhadores remotos, um programa de visita ao Casal de S. Simão e ao Centro Histórico da Vila de Figueiró dos Vinhos, englobando a “Volta dos Artistas” e o FAZUNCHAR, que além de permitir conhecer o património cultural e potenciar novas visitas, permitiu uma interaçãocom a comunidade em diversos locais.

O desenvolvimento desta iniciativa enquadra-se no âmbito da estratégia de promoção do concelho de Figueiró dos Vinhos como um território atrativo para viver, trabalhar e investir, permitindo, ainda, a recolha de elementos que possibilitam ao Município melhorar a sua oferta e ir ao encontro das necessidades deste novo tipo de trabalhadores.

 

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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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