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Comemorações 10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

maio 29, 2024

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas vão decorrer, este ano, em Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, com um programa conjunto nos 3 concelhos.

Em Figueiró dos Vinhos, as comemorações decorrerão entre 3 e 10 de junho com um programa que contempla a realização da Expo Forças Armadas 2024, no Parque do Vale da Pipa, com diversas atividades, incluindo a atividade "Alista-te por um dia" com alunos das escolas da CIM de Leiria; o Concerto da Banda de Música da Força Aérea, no Anfiteatro exterior da Biblioteca Municipal; e a celebração da Missa na Igreja Matriz, com transmissão televisiva e reprodução no exterior da Igreja.

Disponibiliza-se, aqui, um mapa de estacionamentos para que todos possam desfrutar, da melhor forma, das Comemorações 10 de Junho 2024 em Figueiró dos Vinhos.


Pode consultar o programa completo de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande aqui.

 

Programa Figueiró dos Vinhos 12024 06 Dia Portugal BMFA Flyer

 

 

 

MAPA DE ESTACIONAMENTOS
Mapa de Estacionamentos 1

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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