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Comemoração do dia “Mais Contigo”

junho 12, 2024

A promoção da saúde mental e, particularmente, a prevenção de compor­tamentos de risco, entre os quais os suicidários, é uma tarefa essencial em termos de saúde pública. A elevada incidência de doença mental na infância e adolescência, com graves repercussões no futuro, torna este grupo especialmente vulnerável e prioritário em termos de prevenção e intervenção.

O programa "Mais Contigo” surge alicerçado na necessidade de intervir nesta área. É um programa de promoção da saúde mental positiva de âmbito nacional, integrado no Programa Nacional de Saúde Mental e desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Este programa tem como metas a promoção da Saúde Mental e bem-estar em jovens do 3º ciclo e secundário (bem como das suas famílias, pessoas significativas e toda a comunidade escolar), a prevenção de comportamentos da esfera suicidária, o combate ao estigma em Saúde Mental e a criação de uma rede de atendimento nesta área. Neste sentido, o “Mais Contigo” visa potenciar o desenvolvimento de estratégias de promoção do autoconceito, competências e habilidades sociais, promover a assertividade na comunicação, a capacidade de resolução de problemas e expressão e gestão de emoções, possibilitando a deteção precoce de dificuldades e problemas de Saúde Mental e o fortalecimento das redes de apoio nos serviços de Saúde. O programa "Mais Contigo" reconhece as escolas como entidades promotoras de competências socioemocionais e de saúde mental nos adolescentes, constituindo-se como contexto privilegiado para a implementação de ações e programas de promoção da saúde mental e de prevenção dos comportamentos suicidários, desde que envolvendo toda a comunidade educativa, pais e encarregados de educação e pro­fissionais de saúde.

A Equipa Local de Saúde Escolar da Unidade de Cuidados na Comunidade de Figueiró dos Vinhos (UCCFV) implementa este projeto no Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos (AEFV), em parceria com este, com a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e com as Juntas de Freguesias do Concelho de Figueiró dos Vinhos.

O programa é aplicado ao longo de várias sessões, em contexto de sala de aula.  A última sessão é a comemoração do dia “Mais Contigo” e pretende ser um momento de partilha e consolidação das estratégias e aprendizagens adquiridas. Este ano, para a comemoração do dia “Mais Contigo”, solicitámos aos alunos abrangidos pelo programa que refletissem em conjunto e elaborassem frases da sua autoria, promotoras de saúde mental positiva e alusivas ao programa, para serem afixadas, sob a forma de cartaz em toda a comunidade (escolas, centro de saúde, edifício da Câmara Municipal, Biblioteca, Bombeiros Voluntários, comércio…), de modo a possibilitarem momentos de reflexão e partilha a toda a comunidade. Conscientes que só o envolvimento de todos poderá melhorar a literacia em saúde mental, promover a saúde mental positiva e trazer significativos ganhos em saúde para o futuro, agradecemos a colaboração e participação de todos os envolvidos na implementação do “Mais Contigo” no AEFV.

 

Texto:
Enfermeira Elisabet​e Antunes - Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação │Coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade de Figueiró dos Vinhos
Equipa Local de Saúde Escolar - Unidade de Cuidados na Comunidade de Figueiró dos Vinhos

 

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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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