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Biblioteca Municipal tem novos computadores disponíveis ao público

dezembro 02, 2024

A Biblioteca Municipal Simões de Almeida (tio) tem, desde o passado dia 21 de novembro, 10 computadores para usufruto, totalmente gratuito, da comunidade.

Os novos computadores, além de acesso à internet, também dispõem de webcam e auscultadores com microfone, bem como teclado com leitura de cartão de cidadão.

A disponibilização destes equipamentos resulta de um investimento financiado na totalidade pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, através da assinatura de um contrato entre o GEPAC - Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e a CIMRL - Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, num montante total de 152.274,34 €. A iniciativa permitiu equipar as bibliotecas públicas dos 10 Municípios da CIM Região de Leiria, que constituem a Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Leiria – RIBRL, com 103 novos computadores, que começaram a ser distribuídos a 16 de outubro.

O projeto conta, ainda, com a parceria técnica da DGLAB - Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e visa, sobretudo, “dar resposta às atuais exigências tecnológicas, acompanhando a transição digital e contribuindo para o desenvolvimento das competências de literacia dos cidadãos, transformando aqueles espaços em locais mais dinâmicos e atrativos”.

#construirofuturo 

Barra de financiamento PRR RP UE

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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