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Figueiró dos Vinhos com fortes investimentos em curso

outubro 14, 2025

Figueiró dos Vinhos tem em curso um volume significativo de investimentos, alguns já concluídos, que marcam um reforço de investimento nas acessibilidades internas, estimulando a valorização do território e a melhoria das condições de vida da população. São várias as intervenções em desenvolvimento, que irão beneficiar residentes, visitantes e o tecido económico local, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o aumento da atratividade do concelho.

Estes investimentos refletem a aposta do Município numa estratégia integrada de modernização das infraestruturas públicas, apoio à atividade empresarial e promoção da mobilidade e da eficiência energética.

No âmbito deste volume significativo de investimentos em curso no concelho, destacam-se:

 

Intervenções na Rede Viária Municipal:

  • Via de Ligação Bairro Industrial – Espaço de Atividade Económica (Almofala de Baixo/Bairro Industrial), num investimento de aproximadamente 677 mil euros, destinada à reabilitação de uma via essencial à maior unidade industrial do concelho, criando igualmente condições para a instalação de novas empresas.
  • Beneficiação da EM 525 (Ligações Aguda – Almofala), Beneficiação da CM 1140 (Carapinhal) e Beneficiação da CM 1135-1 (Ligação N236-1 – Parque Logístico), num investimento conjunto de cerca de 721 mil euros, que permitirá reforçar as condições de circulação e acessibilidade entre várias localidades, beneficiando residentes, visitantes e o próprio território.
  • Pavimentação de Ligação da Rotunda da Escola Básica e Secundária de Figueiró dos Vinhos ao Parque Industrial da Ladeira da Calça, com um investimento de cerca de 117 mil euros, que permitirá melhorar significativamente o acesso a uma Área de Localização Empresarial com relevantes investimentos privados.

 

Mobilidade Elétrica / Sustentabilidade

  • Projeto de execução para a instalação de 10 postos de carregamento de veículos elétricos em todo o concelho, contemplando locais estratégicos como o novo parque de estacionamento junto ao Tribunal, Mercado Municipal (reforço dos postos já existentes para 44 kW), Parque Vale da Pipa, Complexo Empresarial SONUMA, Fragas de São Simão (2), Arega, Aguda, Campelo e Bairradas. O projeto visa promover a mobilidade elétrica, reforçar a sustentabilidade e oferecer mais comodidade à população e visitantes.

 

Infraestruturas Desportivas/Lazer:

  • Lançamento do concurso para a Construção de Campos de Padel no Parque Vale da Pipa e Bairro S. João Batista, com um investimento previsto de cerca de 422 mil euros, destinado à implantação de dois campos cobertos e edifício de apoio desportivo. O projeto cumpre as normas da Federação Portuguesa de Padel, permitindo a prática desportiva amadora e competitiva, promovendo a qualificação da área urbana e incentivando a prática desportiva junto da comunidade.

 

Infraestruturas de Saúde:

  • Reabilitação da Unidade de Saúde de Figueiró dos Vinhos, já adjudicada, com um investimento de cerca de 273 mil euros, comparticipado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, que visa modernizar uma das infraestruturas mais relevantes do concelho e garantir melhores condições de eficiência energética, acessibilidade, segurança e conforto para utentes e profissionais.

 

Reabilitação Urbana:

  • Beneficiação do Jardim Municipal - substituição da iluminação pública e dos bancos, num investimento de aproximadamente 81 mil euros, reabilitando um espaço central da vila com mobiliário e iluminação de características idênticas aos originais do Jardim Municipal

 

Turismo e Lazer / Valorização do Património Natural

  • Submissão da candidatura da 3ª fase do projeto turístico Fragas de São Simão – Casal de São Simão, com um investimento previsto de 419 mil euros que contempla a construção de passadiços, parque de estacionamento e instalações sanitárias públicas. O projeto visa reforçar a valorização turística da região, melhorar a acessibilidade e a experiência dos visitantes.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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