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Formação Teatro com Manuel Wiborg

outubro 17, 2025

A Associação Cultural e Artística – Teatro do Interior vai dinamizar formações de teatro gratuitas. O projeto, financiado pela Direção Geral das Artes (DGArtes) e pelos municípios de Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Sertã e Pedrógão Grande, acontece a partir de novembro. Em Figueiró dos Vinhos, a formação será conjunta com o município de Castanheira de Pera, local onde decorrerão as sessões. 

Esta formação terá a duração de três meses, iniciando-se a 4 de Novembro, e decorrendo às terças e quartas-feiras em horário pós-laboral (das 20h às 23h). As inscrições, gratuitas, mas limitadas a 10 participantes, poderão ser realizadas até dia 26 de outubro através dos seguintes contactos: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | 236 552 315 | 913 900 554.

Poderão inscrever-se na formação qualquer pessoa (dos 15 aos 80 anos), não sendo necessário ter experiência em teatro. No entanto, a admissão à formação ficará dependente de uma entrevista pessoal com o diretor do projeto, Manuel Wiborg. Esta entrevista decorre no dia 28 de outubro.

Nestas Formações Teatrais serão dadas aulas práticas aos formandos das disciplinas básicas de Teatro (Corpo, Voz e Interpretação), por formadoras de Teatro profissionais. Serão no total 24 sessões de Formação Teatral. No Final das Formações Teatrais, serão feitas apresentações públicas do trabalho desenvolvido, nos Auditórios Municipais dos Municípios envolvidos neste projeto. As apresentações públicas terão lugar durante os meses de Fevereiro e Março de 2026. Os temas e textos destas apresentações serão escolhidos aleatoriamente pelas Formadoras Teatrais e pelos Formandos.

Após as apresentações, serão selecionados dez participantes para integrar um espetáculo profissional remunerado. A partir de testemunhos reais recolhidos na região, o tema desta peça versará as alterações climáticas, num texto original do escritor e dramaturgo Tiago Ribeiro Patrício e encenação de Manuel Wiborg, ator, encenador e diretor artístico do Teatro do Interior e deste projeto formativo.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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