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Novos Órgãos Municipais tomaram posse no Salão Nobre de Figueiró dos Vinhos

outubro 27, 2025

Câmara Municipal e Assembleia Municipal tomaram posse, no passado sábado, 25 de outubro, para o novo mandato 2025/2029 do concelho de Figueiró dos Vinhos.

A cerimónia de tomada de posse de Carlos Lopes como o novo presidente da Câmara Municipal e dos membros eleitos para os Órgãos Municipais realizou-se no Salão Nobre dos Paços do Município de Figueiró dos Vinhos, e contou com a presença de diversas entidades, como a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, representada pelo seu presidente Dr. Paulo Santos, o Centro Distrital da Segurança Social de Leiria, pelo seu diretor Dr. João Paulo Pedrosa, os Bombeiros de Figueiró dos Vinhos, a GNR - Figueiró dos Vinhos, a Paróquia de Figueiró dos Vinhos, a Comunicação Social, entre outras.

A sessão, presidida por Carlos Silva, Presidente da Assembleia Municipal cessante, iniciou, deste modo, com a instalação da Câmara Municipal e da nova Assembleia Municipal, e foi lugar, também, para a tomada de posse dos novos presidentes de Junta de Freguesia e para a primeira sessão da nova Assembleia Municipal, que elegeu Presidentes e Secretários.

Assim, o novo executivo municipal será constituído, ainda, por Albino Coelho como vice-presidente e pelos vereadores, Luís Filipe Silva (PSD), Jorge Humberto Lopes (PSD) e José Carlos Quintas (PS). Por seu lado, a Assembleia Municipal tem, agora, como presidente Fernando Garrido Branco, 1.º Secretário, Pedro Augusto Marques e 2.ª Secretária, Isabel Maria Rego.

Após a leitura do juramento legal e respetiva assinatura de investidura dos membros do executivo, da Assembleia Municipal e dos Presidentes de Junta de Freguesia, deu-se início à 1.º Sessão da nova Assembleia Municipal com Carlos Lopes a dirigir-se, pela primeira vez, como Presidente da Câmara a todos os presentes. Honrou-se um minuto de silêncio pelo falecimento, na madrugada de sábado, do Prof. Dr. José Humberto Paiva Carvalho, o último Governador Civil de Leiria, um dos mais respeitados pneumologistas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Finda a merecida homenagem, o Presidente Carlos Lopes, dirigiu, primeiramente, uma palavra de reconhecimento a Jorge Abreu, Presidente da Câmara cessante, sublinhando “o respeito, a consideração pessoal e institucional que colocou no nosso relacionamento interpessoal” e assinalando “o investimento que concretizou a par da boa gestão financeira que nos transmite.” Seguidamente, cumprimentou “democraticamente e de forma respeitosa todos os candidatos às eleições de 12 de outubro, na certeza de que ninguém perdeu ou foi derrotado, pelo contrário, todos contribuíram para prestigiar este acto eleitoral… que em conjunto possamos honrar o Mandato que nos foi confiado pela População… colocando sempre o superior interesse do concelho acima de quaisquer e eventuais divergências políticas ou partidárias. De mãos dadas, trabalhemos, agora, em prol de todos os cidadãos, sem excepção, que habitam neste nosso Território.”

Estendendo os seus cumprimentos, Carlos Lopes, não esqueceu todos os eleitos para as Assembleias de Freguesia de Aguda, Arega, Campelo, Figueiró dos Vinhos, os Presidentes das Juntas de Freguesia e todos os membros da nova Assembleia Municipal, bem como “todos quanto cessam funções nos diversos órgãos autárquicos e que serviram com todo o seu saber, capacidade, dedicação e determinação, a nossa Terra nos últimos anos.”

Dirigentes associativos e das Instituições do concelho, também foram reconhecidos pelo “seu generoso trabalho, o seu bairrismo, a sua disponibilidade, carolice e dedicação”, disponibilizando o novo executivo para “trabalhar em conjunto.”

 Uma palavra foi dirigida, igualmente, a todos os trabalhadores da Autarquia, que são os primeiros na linha de trabalho, reconhecendo e contando com o seu contínuo “profissionalismo, lealdade, isenção, disponibilidade e competência… dando bons exemplos e assumindo boas práticas na conduta deontológica e profissional”.

O novo Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos agradeceu a confiança dos Figueiroenses no trabalho e na equipa apresentado pelo MFI. “O dia 12 de outubro de 2025 ficará… para a História pelo facto de, em mais de 50 anos de democracia, um Movimento de Cidadãos Independente, ter obtido em Figueiró dos Vinhos, a confiança de quase 40% dos eleitores… para assumir essa nobre honrosa missão de servir, trabalhar e merecer tão grandiosa tarefa de tudo, mas mesmo tudo, fazer pela estabilidade, progresso e desenvolvimento de todo o nosso território, Freguesias e lugares que as integram… esta vitória histórica não foi contra ninguém, mas dos Figueiroenses, sem exceção. Com humildade, tudo faremos para promover a paz social, a união, a concórdia, adotando um espírito de permanente diálogo com todos, fomentando a escuta ativa. Todos, mas mesmo todos, serão necessários para contribuir para o progresso e desenvolvimento futuro do nosso concelho… faremos a nossa parte, assegurando as pontes, o diálogo frontal, aberto e transparente, o respeito pela diferença, a tolerância e a total abertura para consensualizar, na medida do possível, soluções…”

As Pessoas Primeiro, “criando soluções para os seus problemas”; o Crescimento Económico e o potencial Turístico do concelho, são três dos eixos e objetivos definidos por um executivo que se assume com o “propósito de definir um conjunto de políticas públicas que ajudem a atenuar as dificuldades dos mais pobres, vulneráveis e carenciados, conferindo maior dinamismo e coesão no domínio social e da saúde”.

Carlos Lopes encara “esta oportunidade com muito sentido de responsabilidade e humildade, desejando colocar a experiência e o conhecimento ao serviço de todas e de todos,” reiterando a confiança que tem no trabalho que se realizará e em todos os Figueiroenses.

 

 

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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