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1.ª Reunião de Câmara definiu Pelouros e homenageou Paiva de Carvalho e Pinto Balsemão

outubro 31, 2025

A 1.ª Reunião de Câmara do novo executivo de Figueiró dos Vinhos realizou-se durante a tarde de ontem, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O Presidente de Câmara, Carlos Lopes, deu início à sessão cumprimentando todos os presentes e reiterando as palavras proferidas no seu discurso de investidura, no passado dia 25 de outubro: disponibilidade e confiança no futuro e no trabalho conjunto, por todos e para todos os figueiroenses.

Seguidamente todos os vereadores tomaram a palavra, desejando um bom mandato ao novo Presidente de Câmara e à sua equipa, demonstrando total disponibilidade para trabalhar e tudo fazer em prol do concelho de Figueiró dos Vinhos.

Na sessão desta 1.ª Reunião de Câmara, entre outros assuntos, foram delegadas as competências da Câmara Municipal no novo Presidente de Câmara, ficando conhecidos os pelouros e funções, agora distribuídos pelo Presidente de Câmara, Carlos Lopes, e pelo Vice-Presidente, Albino Coelho. Pelouros, estes, que podem ser consultados na página online do Município de Figueiró dos Vinhos em https://www.cm-figueirodosvinhos.pt/index.php/constituicao

Designado, ainda, foi o Chefe de Gabinete de Apoio à Presidência, na pessoa da Prof. Dra. Maria Margarida Herdade Santos Lucas, bem como o Secretário do Gabinete de Apoio à Vereação, Amândio Manuel Ideias Mendes.

Antes do período da Ordem de Trabalhos, e tendo sido apresentado e aprovado, por unanimidade, 2 Votos de Pesar, foi cumprido, também, 1 minuto de silêncio em honra de Francisco Pinto Balsemão, ex-primeiro-ministro, fundador do PPD-PSD e do Grupo Impresa, uma figura pública e política notável pela sua dedicação à causa da liberdade e da liberdade de informação; e em honra do Prof. Dr. José Humberto Paiva Carvalho, o último Governador Civil de Leiria, um dos mais respeitados pneumologistas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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