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Revelados os Artistas 2026 de Figueiró dos Vinhos

janeiro 21, 2026

O programa musical do concelho de Figueiró dos Vinhos foi, hoje, revelado no decurso da Conferência de Imprensa que se realizou, pelas 11h00, no Salão Nobre dos Paços do Município.

Ruth Marlene, Tony Carreira, Piruka, GNR, Plutónio, Marco Rodrigues, Mariza Liz e Lenita Gentil são os grandes nomes da música portuguesa que enriquecerão as Festas de Figueiró dos Vinhos entre fevereiro e agosto deste ano.

O espirituoso Carnaval figueiroense é a primeira grande festa do concelho que aliará tradição, modernidade e folia de 13 a 18 de fevereiro, e onde a Rainha Ruth Marlene encantará com a sua jovialidade e a sua musicalidade.

A grande celebração do Dia do Concelho comemora-se de 20 a 24 de junho e traz consigo música e entretenimento para todas as idades e gostos. Tony Carreira, Piruka, I Love Baile Funk, DJ Kadiv com o projeto “All in Project”, Sons do Minho, Diapasão, Banda KM2, DJ Nuno Machado e DJ Hugo Rafael são os artistas que rechearão de harmonia e diversão o São João de Figueiró dos Vinhos.

No mês seguinte realizam-se as Festas da Feira de São Pantaleão, entre 26 e 28 de julho, que contarão com a presença de GNR, Plutónio, Cromos da Noite e Rita Ribeiro, atriz que vai dar vida ao hilariante espetáculo “A Comédia Jackpot”.

O Festival de Fado, que decorre durante o mês de Agosto, encerra este belíssimo quadro artístico com as vozes inconfundíveis de Marco Rodrigues e as convidadas Mariza Liz e Lenita Gentil (1 de agosto), além de Inês Brito, Beatriz Villar, Raquel Maria e Inês Graça no projeto Fado nas Freguesias que, durante os fins de semana de agosto, percorrerão as freguesias do concelho com quatro concertos de fado, num ambiente marcado pela proximidade e autenticidade.

A par das novidades artísticas, soma a alteração do espaço para as grandes festas de São João e São Pantaleão que, este ano, se realizarão no Parque do Vale da Pipa. Um local que dignificará as comemorações, permitindo, por um lado, o enriquecimento da programação e da área expositiva, e garantindo, por outro, o acolhimento de um público ainda mais vasto.

Uma alteração aliada à estratégia apresentada pelo executivo aquando da sua tomada de posse e que visa, essencialmente, conquistar a atenção do país para este concelho, promovendo-o e divulgando-o pelas melhores razões, de modo a, paralelamente, atrair investimento, empresas e emprego. A estratégia de comunicação, associada à realização de eventos, possibilita a exponencialização desta promoção e desta atratividade. Segundo palavras de Carlos Lopes, Presidente da Câmara Municipal, “para atrair investimento temos que ser conhecidos e portanto esta estratégia vai ao encontro desse desiderato, procurar que Figueiró dos Vinhos seja, permitam-me a expressão, badalado durante o ano por estas razões e por esta dinâmica que queremos imprimir. E parece-nos que se não formos reconhecidos no exterior, será mais difícil atrair investimento.”

Quatro meses, quatro comemorações, muitas mais razões para visitar Figueiró dos Vinhos e juntar-se à grande festa da música, da arte e da cultura. Um 2026 pleno para o concelho que promete, ainda, adicionar algumas surpresas ao longo do ano.

 

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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