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COMUNICADO 5 | Atualização do Plano Municipal de Emergência

fevereiro 13, 2026

O Município de Figueiró dos Vinhos informa que, face à evolução da situação atual do território, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, ativado pelas 8h30 da manhã de 28 janeiro, transita, no final do dia de hoje, da fase de emergência e resposta imediata para a fase de reabilitação e recuperação.

O término desta fase crítica permitirá que se proceda à desmobilização das equipas que operavam a partir do Quartel dos Bombeiros de Figueiró dos Vinhos, regressando a coordenação das operações ao Centro Municipal de Proteção Civil, pelo Serviço Municipal de Proteção Civil. Paralelamente, os pontos de atendimento e apoio à população prestados, até agora, no Quartel dos Bombeiros, serão deslocados para os serviços municipais (ver locais e horários em baixo).

No entanto, mediante a persistência de condições climatéricas adversas e para garantir a segurança contínua da população, mantém-se ativa uma Equipa de Prevenção e Emergência permanente, composta pelo Corpo de Bombeiros, Município - Proteção Civil e GNR/UEPS, preparada para intervir em qualquer situação pontual e emergente.

 

PONTO DE SITUAÇÃO  DO CONCELHO AO DIA 13 DE FEVEREIRO:

  • Energia Elétrica: O restabelecimento da rede atinge já os 96%. Os casos ainda não resolvidos, referem-se a zonas/locais pontuais dispersos onde a gravidade dos danos na rede de baixa tensão é extrema, exigindo intervenções técnicas complexas e, por isso, mais demoradas.
    Sempre que registar falhas de energia na sua residência ou rua, deve comunicar imediatamente à Proteção Civil Municipal ou à respetiva Junta de Freguesia para que o reporte seja encaminhado prioritariamente para a E-REDES.
  • Comunicações: A rede fixa permanece com limitações severas. Atualmente, as comunicações operam apenas através da rede móvel (30% a 40% da capacidade).
  • Edificações: Até ao momento, ao Município foram reportados danos em cerca de 1230 edificações, entre habitações, empresas e edifícios públicos.
  • Vias e Trânsito: Todas as vias principais encontram-se transitáveis, embora com condicionalismos e estreitamentos devido a aluimentos de terras e derrocadas. Apelamos a uma condução defensiva e à máxima prudência nas zonas sinalizadas.

Este é o momento de reconstruir. A força da nossa comunidade demonstrou ser superior à fúria da tempestade. Unindo esforços entre instituições e cidadãos, iremos ultrapassar esta adversidade e reabilitar o nosso concelho com a resiliência que nos caracteriza. Juntos, voltaremos à normalidade.

 

SERVIÇOS DE ATENDIMENTO E APOIO


HABITAÇÃO

  • LEVANTAMENTO E REPORTE DE DANOS E PERDAS DAS HABITAÇÕES PERMANENTES
    Local:
    Biblioteca Municipal Simões de Almeida (Tio)
    Horário: Segunda a Sexta | 10h00 – 18h00

 

  • PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO
    Local:
    BUPi (antigo Espaço do Cidadão – Terminal Rodoviário)
    Horário: Segunda a Sexta | 09h00 – 17h00 (ininterruptamente)
    Contactos:
    236 559 551 

    Nota
    : O serviço BUPi, habitualmente, prestado neste local, será assegurado, durante este período, através de marcação/agendamento prévio.
              915 771 946 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

ATIVIDADE AGRÍCOLA E FLORESTAL

  • PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO
    Local: FICAPE
    Av. Comendador Joaquim Araújo Lacerda 22
    Horário: Segunda e Quinta| 09h00 - 13h00 e 14h30 - 18h00
    Contacto: 236 552 333

 

ATIVIDADE ECONÓMICA

  • PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO
    Local: Centro Investe
    Maj. Neutel de Abreu n.º 39-41
    Horário: Segunda a Sexta | 09h00 - 13h00 e 14h00 - 17h00
    Contacto: 914 145 125

 

SMPC – SERVIÇO MUNICIPAL DE PROTEÇÃO CIVIL

  • Local: Centro Municipal de Proteção Civil 
    Av. José Guerreiro Machado (Cabeço do Peão)
    Horário: Segunda a Sexta | 09h00 – 17h00
    Contacto:
    236 096 718 | 236 552 246

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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