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Tempestade Kristin: Figueiró dos Vinhos desativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil

fevereiro 27, 2026

Quase um mês depois, chega ao fim o período de emergência que determinou a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, a 28 de janeiro, na sequência da passagem da Tempestade Kristin que assolou o nosso território.

O Presidente da Câmara Municipal, Carlos Lopes, determinou a desativação deste instrumento de gestão institucional e operacional de resposta a catástrofes, após ouvir a Comissão Municipal de Proteção Civil de Figueiró dos Vinhos, reunida durante a manhã de hoje, dia 27 de fevereiro.

Atualmente, a situação de calamidade e respetivos constrangimentos, provocados pela Tempestade Kristin, e que motivou a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, encontra-se em fase de recuperação e reabilitação, vigilância ativa e consolidação. Paralelamente, assiste-se não só a um desagravamento das condições meteorológicas e, por isso, à diminuição do risco de segurança de pessoas e bens, bem como a uma gradual reposição da normalidade ao nível das infraestruturas e serviços.

Neste contexto, entendeu a Comissão reunida e o Presidente Carlos Lopes que a evolução favorável do contexto da situação de emergência e a garantia do restabelecimento da segurança da população, já não justifica a mobilização extraordinária de meios e a existência de uma coordenação centralizada, terminando, desta forma, o regime de exceção a partir das 11h20m do dia 27 de fevereiro de 2026.

O Município e os respetivos serviços continuarão a prestar o apoio e auxílio necessário a toda a comunidade, para que a fase de reconstrução e regresso à normalidade seja vivenciada de forma tranquila e eficaz.

 

Serviços de Atendimento e Apoio Disponíveis:

 HABITAÇÃO

  • PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO CCDRC
    Local:
    BUPi (antigo Espaço do Cidadão – Terminal Rodoviário)
    Horário: Segunda a Sexta | 09h00 – 17h00
    Contacto:
    236 559 551

           Nota: O serviço BUPi, habitualmente, prestado neste local, será assegurado, durante este período, através de marcação/agendamento prévio: 915 771 946 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

  • LEVANTAMENTO DE LONAS TELHAS PARA ANEXOS, BARRACÕES, ARRECADAÇÕES, GALINHEIROS, ETC.
    Local: Estaleiro Municipal de Figueiró dos Vinhos (Ex-PECAPE)
    Horário: Segunda a Sexta | 08h00 – 15h30

 

 

 ATIVIDADE AGRÍCOLA E FLORESTAL
     PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO

     Local: FICAPE - Av. Comendador Joaquim Araújo Lacerda 22
     Horário: Segunda e Quinta| 09h00 - 13h00 e 14h30 - 18h00
     Contacto: 236 552 333



 ATIVIDADE ECONÓMICA

      PLATAFORMA DE REPORTE E ATIVAÇÃO DE MEDIDAS DE APOIO

      Local: Centro Investe - R. Major Neutel de Abreu n.º 39-41
      Horário: Segunda a Sexta | 09h00 - 13h00 e 14h00 - 17h00
      Contacto: 914 145 125

 

 SMPC – SERVIÇO MUNICIPAL DE PROTEÇÃO CIVIL
      Local: Centro Municipal de Proteção Civil
            Av. José Guerreiro Machado (Cabeço do Peão)
      Horário: Segunda a Sexta | 09h00 – 17h00
      Contacto: 236 096 718 | 236 552 246

 

 REPORTE DE AVARIAS ENERGIA ELÉTRICA
      E-REDES: 800 506 506

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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