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Aviso à População: Precipitação, Queda de neve, Vento e Agitação Marítima - Medidas Preventivas

março 05, 2026

1 - SITUAÇÃO:

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve, destacando-se:

Períodos de chuva, por vezes forte e ocasionalmente acompanhada de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro;

Vento forte, com rajadas até 80 km/h na faixa costeira ocidental e nas terras altas, prevendo-se um agravamento durante a manhã e o início da tarde de amanhã, dia 6 de março, nos distritos de Leiria e Lisboa, onde as rajadas poderão atingir os 90 km/h na faixa costeira e serras;

Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima;

Queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, com acumulações até 30cm acima de 1000 metros. Possibilidade de neve acima de 1000/1200 metros no Norte, Centro e Alto Alentejo, descendo temporariamente a cota para 800/1000 metros durante a noite a manhã de 6 de março.

Informação meteorológica em www.ipma.pt 

 

 

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

Este quadro meteorológico, com vento forte e agitação marítima forte, deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 5 de março, e o dia de amanhã, 6 de março, sobretudo nos territórios mais vulneráveis afetados pela Depressão KRISTIN (Regiões do Oeste, Leiria e Coimbra), sendo expectável:

– Arrastamento de estruturas, objetos soltos e desprendimento de estruturas móveis deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar danos em infraestruturas, acidentes com veículos e pessoas em circulação na via pública;

– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;

– Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente não se verifica;

– Piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve;

– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;

– Inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiência ou obstrução dos sistemas de drenagem;

– Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água;

– Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas, entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo;

– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.

 

 

3 - MEDIDAS PREVENTIVAS:

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

– Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;

– Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;

– Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados; – Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;

– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;

– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima; – Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;

– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:

• Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;

• Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;

• Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;

• Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;

• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;

• Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.

– Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;

– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;

– Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;

– Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;

– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;

– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

 

 Previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

 

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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