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Município oferece Curso de Programação Informática aos alunos dos 3.º e 4.º anos do 1.º CEB

outubro 12, 2018

Realizou-se ontem, na Escola Básica José Malhoa em Figueiró dos Vinhos, a apresentação do Curso de Programação Informática - Educação Digital – Happy Code, aos Pais e Encarregados de Educação dos alunos do AEFV.

O curso, implementado pelo Município de Figueiró dos Vinhos neste novo ano letivo, está direcionado aos alunos dos 3.º e 4.º anos do 1.º CEB e surge como novidade e projeto pioneiro no âmbito do enriquecimento dos períodos não letivos da Componente de Apoio à Família oferecida todos os anos por aquela entidade.

A atividade foi contratualizada com a Happy Code – Escola de Programação para Crianças e Jovens, com atuação a nível nacional, cujo intuito é a formação de pensadores e criadores do século XXI. Recorrendo à metodologia de ensino baseada no conceito STEAM (“Science, Technology, Engineering, Arts and Math”/Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), os cursos da Happy Code incidem, de uma forma lúdica e prática, sobre a programação de computadores, desenvolvimento de jogos e aplicações, robótica com drones, bem como produção e edição de vídeos para o YouTube, desenvolvendo não só a área informática, mas também o raciocínio, a criatividade, a matemática e as línguas.

Em Figueiró dos Vinhos, o curso de Programação Informática surge pelo reconhecimento do Município da importância das novas tecnologias enquanto ferramentas incontornáveis e indispensáveis no futuro dos alunos e, consequentemente, pela promoção do ensino e utilização dessas mesmas ferramentas digitais.

A Happy Code, cuja ação abrange parcerias com escolas, empresas, municípios,  projetos sociais, centros de estudo, ATLs, entre outros, e tendo como premissa de atuação os valores da responsabilidade, da confiança, da inovação e da consciência social, aceitou este desafio proposto pelo Município no sentido de oferecer aos alunos visados a oportunidade de, numa era assente nas novas tecnologias, através de um modo divertido, criar ou ampliar competências essenciais para as profissões do futuro, nomeadamente ao nível do raciocínio lógico, do pensamento crítico e da resolução de problemas.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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