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FIGUEIRÓ TRAIL 2018

outubro 12, 2018

CARTAZ Figueiró Trail 150 01 01Já abriram as inscrições para o Figueiró Trail 2018, uma prova que percorre trilhos e caminhos do concelho de Figueiró dos Vinhos.

Após o sucesso do I Figueiró Trail em 2017, com mais de 450 participantes, a prova volta este ano propondo desafiar os limites dos participantes e dando a conhecer, mais profundamente, a beleza da natureza figueiroense, não esquecendo o propósito solidário do evento: a angariação de fundos a favor dos Bombeiros Voluntários Figueiró dos Vinhos.

O evento, organizado, conjuntamente, pelo Município de Figueiró dos Vinhos, Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos e Casulo Software, está marcado para dia 4 de novembro de 2018 a partir das 9h00, no Quartel do Bombeiros, local de início e fim da prova. Um dia de aventura e descoberta onde os trilhos palmilhados farão renascer percursos e locais históricos, garantidamente deslumbrantes e inesquecíveis, também eles percorridos diariamente pelos antepassados da região.

À semelhança do ano passado, a prova é constituída por 3 percursos alternativos, o Trail Longo e o Trail Curto de 27km e 17km, respetivamente, e a Caminhada de 10km.

As inscrições terminam a 31 de outubro e terão de ser efetuadas online no site dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, tendo um custo de 5€, 10€ ou 12€ conforme a prova escolhida, que será, totalmente, revertido a favor dos Bombeiros figueiroenses.

Toda a informação necessária sobre o evento pode ser obtida através do site dos Bombeiros, do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou do número 913 773 173.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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