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“O Dia da Exaltação” arrecada 2 prémios no ART&TUR International Tourism Festival

outubro 29, 2018

O vídeo promocional do concelho figueiroense em forma de curta-metragem, encomendada pelo Município de Figueiró dos Vinhos e criada pela produtora figueiroense ARTEiMANHA, foi premiada, na passada sexta-feira, no âmbito do 11º ART&TUR Festival Internacional de Cinema de Turismo.

O Festival realizou-se entre os dias 23 e 27 de outubro no Teatro Miguel Franco e no Mercado Sant'ana de Leiria, com exibição de filmes e conferências, sendo o seu ponto alto a esperada Cerimónia de Entrega de Prémios, cuja entrada era apenas acessível por convite especial.

A Gala da ART&TUR 2018 aconteceu, assim, no final do dia 26 de outubro e premiou a curta, que homenageou um Figueiró das cores e os seus artistas, com o Prémio de Melhor Filme de Turismo Cultural - ART&TUR 2018 e o Prémio Cidade de Leiria - ART&TUR 2018.

Recorde-se que “O Dia da Exaltação” nasceu da aposta do município figueiroense na valorização imaterial do território a nível cultural e patrimonial de forma a reforçar o interesse turístico do concelho no panorama nacional.

Realizado, em 2017, pela produtora ARTEiMANHA, sob a alçada do jovem conterrâneo Rafael Almeida e de Ana Clara Saragoça, apostou-se numa promoção diferente sob a forma de curta-metragem de ficção, inspirando-se na obra e vida do ilustre pintor José Malhoa, nomeadamente, na sua vivência em Figueiró dos Vinhos e o, consequente, enamoramento pela luminosidade e pelas cores e gentes da terra.

A curta contou com a participação de atores como Rui Porto Nunes, no papel de José Malhoa; Manuel Moreira, Mikaela Lupu e Rui Santos interpretando, respetivamente, Henrique Pinto, Maria da Conceição e Simões d'Almeida.

O Festival de Cinema de Turismo é uma competição global dedicada ao reconhecimento de conteúdos audiovisuais relacionados com a promoção do turismo, exaltando os melhores projetos e concedendo-lhes maior visibilidade nacional e internacional.

Os dois prémios, agora recebidos, vieram comprovar, deste modo, a certeza de uma aposta ganha pelo município nas suas gentes e no seu concelho, com uma curta-metragem de ficção que emociona e estimula a visita e a divulgação nacional e internacional de uma das mais belas regiões turísticas portuguesas.

 

“O Dia da Exaltação”
11º ART&TUR Festival Internacional de Cinema de Turismo
11º ART&TUR Festival Internacional de Cinema de Turismo
ARTEiMANHA
ARTEiMANHA

ARTEiMANHA
Prémio de Melhor Filme de Turismo Cultural ARTTUR 2018 2Prémio Cidade de Leiria ARTTUR 2018

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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