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Abril - «Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância»

março 31, 2024

“O Azul funciona para mim como um constante lembrete/alerta para lutar pela proteção das crianças”

Bonnie W. Finney

Em 1989, na Virgínia, E.U.A., Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro para despertar a curiosidade das pessoas que o vissem. Bonnie Finney era avó de duas crianças vítimas de maus-tratos e o laço azul simbolizava as nódoas negras dos corpos dos seus netos. Nasce, assim, a Campanha "Laço Azul" (Blue Ribbon), cujo objetivo é a prevenção, a promoção e proteção dos direitos das crianças, no que respeita, sobretudo, aos maus-tratos. Consequentemente, Abril foi, posteriormente, designado Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.

Todos os anos, durante o mês de abril, Portugal associa-se a esta campanha através da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens e das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), tendo como principal propósito a consciencialização das famílias e de toda a comunidade para a importância da prevenção dos maus tratos na infância e juventude, contribuindo para um fortalecimento dos laços familiares, no sentido de uma parentalidade cada vez mais positiva.

Em Figueiró dos Vinhos, a CPCJ e o Município organizam um conjunto de ações alusivas à temática da prevenção dos maus tratos na infância e juventude, nas escolas e na Comunidade.



PROGRAMA:

01 a 30 de abril:
  Iluminação de cor azul da Torre da Cadeia 
  Exposição comunitária de Laços Azuis pelas diversas entidades do concelho
  Ações de sensibilização nas escolas do concelho com a tradicional distribuição de Pulseiras Azuis e divulgação da história que deu origem à campanha Laço Azul, através da distribuição de marcadores de livros.

30 de abril | 11h30 | Estádio Municipal
  Laço Humano com os alunos do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos
  Dramatização do livro "Cuida Bem de Mim" - dirigido aos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo 

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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