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"Prelúdio de Ideias" na Casa da Cultura

maio 03, 2019

Figueiró dos Vinhos é o palco que se segue na rota do Prelúdio de Ideias em 9 Andamentos, o conjunto de encontros descentralizados que a Rede Cultura 2027 está a promover até junho próximo.

'Cinema e Audiovisual: Olhares que nos movem, ecrãs e objetivas, lentes que contam de nós' é o tema da reflexão, aberta ao público em geral, que vai decorrer na Casa da Cultura, no primeiro sábado de maio (dia 4) às 15h00.

O evento, moderado pela jornalista Ana Isabel Costa, contará com Marta Brás (vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos); Rafael Almeida (cineasta e diretor do Shortcutz Figueiró dos Vinhos); Bruno Carnide (cineasta e diretor do Leiria Film Fest); Teresa Garcia (presidente da Associação Os Filhos de Lumière); João Lopes (crítico de Cinema, Encenador, Professor e Realizador); e Pedro Neves (documentarista).

A reflexão, que pretende ser interativa e promover um amplo diálogo, vai centrar-se em torno do cinema, reunindo, por exemplo, a experiência de jovens realizadores que, movidos pela paixão pelo cinema, são responsáveis pela promoção de interessantes festivais; mas também o saber de outros oradores com uma vasta experiência nesta temática. E quem não poder estar presente, poderá participar de igual forma, uma vez que todas as sessões dos Prelúdios de Ideias são transmitidas, no dia, em direto, por streaming. A gravação fica, depois, disponível, na página do youtube da Rede Cultura 2027.

Este ciclo de encontros que já passou por Alcobaça, Leiria, Torres Vedras e Caldas da Rainha, tem como palco vários concelhos do território desta Rede, composta pelos 26 municípios (das CIM de Leiria, Oeste e Médio Tejo) que, no dia 22 de fevereiro assinaram, em Leiria, o compromisso de integração neste inovador projeto cultural. Um projeto que poderá ser acompanhado nas redes sociais da Rede Cultura 2027, entre as quais, a página do Facebook (https://www.facebook.com/Redecultura2027/) e através do site (www.redecultura2027.pt).

A Rede Cultura a par com a Candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura pretende, assim, unir e dar voz à cultura nos Municípios integrantes.


 Evento - Informações 
 Prelúdio de Ideias - Cinema e Audio-Visual

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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