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Arega teve Simulacro da “Aldeia Segura”

junho 05, 2019

Após a apresentação do programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras", a 30 de maio, em Arega, o programa que procura garantir uma maior proteção das aldeias em caso de incêndio rural realizou, na manhã de hoje (5 de junho), um “Simulacro de Incêndio Rural” nesta mesma localidade.

A sensibilização, não só para a importância das medidas de segurança a adotar, individual e coletivamente, e das diferentes possibilidades de confinamento ou evacuação, bem como da pré-elaboração de um kit de evacuação, foram os principais objetivos desta reprodução de situação de incêndio rural, a par com o incentivo à consciência coletiva de que a proteção e a promoção da segurança é uma responsabilidade de todos os cidadãos.

Assim, neste contexto específico, onde estiveram envolvidos agentes da GNR, da Proteção Civil, da Segurança Social e dos Bombeiros Voluntários, foi simulada a possibilidade de evacuação para um abrigo coletivo, procedendo à mobilização da população da aldeia (alunos das escolas de Arega) para a zona de segurança com o auxílio dos bombeiros e dos oficiais de segurança local. Chegados ao abrigo foi recolhida, pelos técnicos da Segurança Social, o máximo de informação identificativa de cada habitante presente, incluindo informação médica, e foram prestados os Primeiros Socorros pelos Bombeiros.

O simulacro, que contou com a participação de cerca de 45 pessoas, terminou com um briefing assinalando, mais uma vez, a importância urgente que este tipo de promoção de informação, consciencialização, pró-atividade e segurança coletiva acarreta na nossa região.

 

Sabia que:
O Oficial de Segurança Local tem como missão transmitir avisos à população, organizar a evacuação do aglomerado em caso de necessidade e fazer ações de sensibilização junto da população.
Para mais informações pode consultar o site “Aldeia Segura” (https://aldeiasegura.pt/), o Município ou a sua Junta de Freguesia.

 

 Albúm Simulacro "Aldeia Segura" - Arega

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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