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Figueiró Trail 2019

setembro 13, 2019

Figueiró Trail 150 01 01Já se encontram abertas as inscrições para o Figueiró Trail 2019!

A prova, que já se tornou obrigatória para amantes de caminhadas e corridas, incita os participantes a percorrer os surpreendentes trilhos e caminhos do concelho de Figueiró dos Vinhos num propósito solidário em favor dos seus Bombeiros Voluntários.

Após o sucesso das provas de 2017 e 2018, com mais de 500 participantes, o Figueiró Trail volta este ano desafiando, de novo, os seus limites, dando a conhecer a beleza do concelho e angariando, assim, fundos para aqueles que, por uma abnegada missão e nobre altruísmo, se colocam em risco pela segurança e bem estar da população que servem.

O evento organizado, conjuntamente, pelo Município de Figueiró dos Vinhos, Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos e Casulo Software, está marcado para dia 3 de Novembro, a partir das 09h00, no Quartel do Bombeiros, local de início e fim da prova.

À semelhança do ano passado, o Figueiró Trail é constituído por 3 percursos alternativos, o Trail Longo e o Trail Curto de 27km e 17km, respetivamente, e a Caminhada de 10km. As inscrições, que terão de ser efetuadas online no site dos Bombeiros de Figueiró dos Vinhos (www.bombeirosfigueirodosvinhos.pt), são obrigatórias e decorrem em duas fases: a primeira até 14 de outubro e a segunda de 14 outubro a 27 de outubro, tendo um custo variável entre 6€ e 16€ na primeira fase de inscrições e entre 7€ e 17€ na segunda fase, consoante o percurso escolhido.

Toda a informação necessária sobre o evento pode ser obtida através do site dos Bombeiros figueiroenses, do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou dos números 913 773 173; 916 117 429; 914 143 539.

Figueiró Trail convida-nos, deste modo, para um dia de aventura e descoberta, onde os trilhos palmilhados farão renascer percursos e locais garantidamente deslumbrantes e inesquecíveis a todos os que por lá passarem.

 

 Formulário de Inscrição

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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