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Exercício “A Terra Treme” deu lugar a simulacro de Incêndio

novembro 21, 2019

“A Terra Treme”, o exercício público de âmbito nacional de sensibilização para o risco de sismo, também se fez sentir por cá.

Na passada sexta-feira, 15 de novembro, pelas 11h15, à semelhança de tantas instituições portuguesas, também o Município, Bombeiros Voluntários, Santa Casa da Misericórdia e Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos, se associaram a este exercício no qual, ao soar da sirene, se executaram os três gestos que duram um minuto e que podem salvar vidas: “BAIXAR, PROTEGER e AGUARDAR”. Ainda, neste âmbito, na Escola Secundária, seguiu-se, imediatamente após o exercício “A Terra Treme”, um simulacro de incêndio, que surgiria na sequência do sismo, com necessidade de evacuação de uma das funcionárias, tendo envolvido duas equipas com ambulância e equipa de resgate e combate a incêndios dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos.

No final do exercício e simulacro, na Escola Secundária, teve lugar um briefing no qual se salientou, não só, a necessidade de sensibilização, posturas preventivas e medidas de autoproteção em caso de sismo, mas também se verificou os procedimentos instituídos, alertando-se para outros de necessária adoção em caso evacuação de emergência em situações graves.

Sismos e incêndios são uma realidade para a qual todos nós devemos estar despertos, pelo que ações como estas promovem conhecimentos sobre comportamentos de autoproteção e medidas preventivas para situações de emergência, que devem estar sempre presentes em cada um de nós.

 Álbum do Dia


 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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