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Serviço de Psicologia da Unidade de Saúde disponibiliza Linha de Apoio Psicoemocional a profissionais e munícipes

abril 15, 2020

flyer Linha de Apoio Psicoemocional 02O Serviço de Psicologia da Unidade de Saúde de Figueiró dos Vinhos, em parceria com o Município, já tem disponível uma linha específica de apoio psicoemocional destinada, exclusivamente, para responder e minimizar os efeitos ao nível do equilíbrio emocional do cidadão, decorrentes da pandemia declarada de infeção por COVID-19.

A Linha de Apoio Psicoemocional destina-se a munícipes com COVID-19 em isolamento profilático ou em vigilância ativa e respetivos familiares; a Profissionais das IPSS com sede no concelho e a Profissionais da Câmara Municipal e respetivas Juntas de Freguesia.

O pedido para obter o respetivo apoio poderá ser solicitado através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou do número de telefone 236 551 727, de Segunda a Sexta, das 09:00 às 17:00.

No sentido de manter e respeitar as medidas de distanciamento preconizadas, todo o apoio será prestado pelas vias mencionadas (email ou telefone), nunca presencialmente, pelo que, dependendo da afluência dos pedidos, o Serviço de Psicologia poderá não conseguir responder às solicitações com a celeridade desejada, assegurando, contudo, a resposta a todos os pedidos efetuados.

A linha agora criada e disponibilizada no concelho é um dos meios de suporte à população e visa, sobretudo, apoiar ao restabelecimento do equilíbrio emocional de todo e qualquer cidadão afetado pela situação provocada pela COVID-19 e respetivas medidas de contenção, nomeadamente o isolamento social.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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