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Esclarecimento: Distribuição de Máscaras à população

maio 12, 2020

Face à desinformação e interpretações diversas que poderão, de alguma forma, desvirtuar o apoio que se pretende que chegue a toda a população, no âmbito da distribuição de máscaras reutilizáveis, o Município de Figueiró dos Vinhos, esclarece que:

  1. A divulgação desta medida foi realizada pelos meios digitais do Município, quer no site e página de facebook, mas também através de um flyer informativo que está a chegar a casa de todos os Munícipes, via CTT, porque se tem perfeito conhecimento que uma grande parte da população não utiliza nem tem acesso às redes sociais;
  2. A distribuição encontra-se a ser feita pelas Juntas de Freguesia, quer através da distribuição porta-a-porta, quer em locais e horários específicos acessíveis para quem entenda fazer o levantamento das máscaras nesses locais;
  3. Não foi opção do Município a distribuição via CTT uma vez que não ficaria garantida a entrega do número de máscaras adequado ao número de elementos do agregado familiar;
  4. Só agora se encontraram reunidas as condições para se proceder à distribuição de máscaras de proteção individual reutilizáveis, devidamente certificadas, de forma a evitar precipitações e distribuição de material não reconhecido pelas entidades competentes.

Para a minimização de todo o impacto grave e negativo da situação de pandemia que vivemos, continuaremos a contar com o contributo VÁLIDO de todos!

Distribuição Mascaras 01

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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