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Equipa de Combate a Incêndios dos Bombeiros Voluntários tem nova base de operações

maio 22, 2020

A Unidade Local de Formação dos Bombeiros de Figueiró dos Vinhos é, desde 15 de maio, a base de acolhimento das equipas de Combate a Incêndios no concelho.

O edifício, localizado no Cabeço do Peão, foi remodelado numa parceria conjunta dos Bombeiros com a Câmara Municipal, mediante a instalação de uma cozinha e refeitório e ainda apetrechamento do espaço com internet, mobiliário, equipando-o também, com dormitórios femininos e masculinos, bem como balneários melhorados e adaptados às necessidades.

A implementação deste local como base operacional das Equipas de Combate a Incêndios Rurais acontece após o início da época de incêndios e a consequente ativação, pela Associação Humanitária de Bombeiros de Figueiró dos Vinhos, do Plano de Contingência Coronavírus - COVID-19 para aquela Unidade de Formação, seguindo, deste modo, as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e as diferentes normas e procedimentos de contingência COVID-19 das diferentes Entidades que prestam serviço durante o período do DECIR – 2020 (Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais do ano de 2020).

Assim, no sentido de salvaguardar a prestação contínua dos diferentes serviços do Corpo de Bombeiros, bem como a segurança e a saúde dos seus elementos, existirão dois locais de operações, sendo o Quartel dos Bombeiros a base operacional das Equipas de Emergência Médica, mais expostas a possíveis contágios, enquanto que na Unidade Local de Formação estarão as Equipas de Combate a Incêndios.

Esta situação, que se prolongará, pelo menos, até ao final oficial da Época de Incêndios, a 15 de Outubro, advém de uma altura excecional provocada pela doença COVID-19, onde vigora a necessidade suprema de proteger não só os cidadãos, mas também todos aqueles que estão nas duas maiores frentes de batalha no nosso concelho, os Bombeiros.  

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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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