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Verão em Ação 2020 com inscrições até 15 de junho

junho 04, 2020

Encontram-se a decorrer, até 15 de junho, as Inscrições para o BootCamp Kids - Verão em Ação de 2020, um programa de férias promovido e organizado pelo CLDS 4G Agir Sempre +, com o apoio do Município de Figueiró dos Vinhos, da Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos e do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos.

O BootCamp Kids, destinado a crianças do 1º e 2º CEB que frequentam o Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos, prevê a ocupação do tempo livre, durante o mês de julho, de forma dinâmica, através de um conjunto de atividades que privilegiam a relação do participante com o meio ambiente e natural.

Tendo em consideração o contexto atualmente vivido no âmbito da pandemia Covid-19, e as orientações emanadas pela Direção Geral da Saúde, impõe-se que sejam tomados alguns procedimentos na seleção dos participantes no BootCamp Kids - Verão em Ação, de forma a assegurar a proteção de todos. Neste sentido, apenas as crianças e jovens que os pais/responsáveis legais não tenham qualquer suporte familiar para a sua guarda terão acesso à inscrição na totalidade das semanas do BootCamp Kids. As restantes crianças e jovens serão alvo de um processo de seleção, participando, apenas, nas semanas que forem viáveis para que, no desenvolvimento do BootCamp Kids - Verão em Ação, seja assegurada a proteção e segurança de todos.

Os interessados podem inscrever-se e/ou obter mais informações através dos seguintes meios/contactos:

  Ficha de Inscrição

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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