ferrarias

 

 ferrarias web4

 

APIN com investimento no saneamento básico aprovado - Figueiró dos Vinhos contemplado com 5,7 milhões de euros

junho 22, 2020

A APIN - Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior, e o Governo Português, através de Sua Excelência o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, assinaram, no passado dia 16 de junho, em Penela, contratos de financiamento no âmbito de candidaturas submetidas ao Portugal 2020, concretamente ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos).

Os financiamentos, agora, aprovados no valor de 37, 2 milhões de euros de investimento, dos quais 22,4 milhões provêm de fundos comunitários, correspondem a 40 candidaturas dos 11 municípios da APIN, que permitirão dotar os concelhos de melhores condições e serviços de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e de gestão dos respetivos resíduos urbanos.

No caso particular do Município de Figueiró dos Vinhos, o concelho vê, assim, dois projetos aprovados de “Fecho de Sistemas de Saneamento de Águas Residuais” com um valor de Investimento de 5.739.094,65 €. A intervenção, fruto da integração na APIN e cujas obras irão começar a curto prazo, permitirá, desta forma, aumentar a taxa de cobertura de saneamento (esgotos) existente, passando dos atuais 29% para, aproximadamente, 66%, o que significa, desta forma, mais do que duplicar a taxa de cobertura do concelho com saneamento básico.

 

Figueiró dos Vinhos – Candidaturas Aprovadas: https://www.apin.pt/artigo-19
Discurso de Sua Excelência, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes: https://www.facebook.com/apin.eim/videos/262708608132240/

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

ferrarias web1


ferrarias web2


ferrarias web3

Newsletter

Agenda Cultural pensada para si, com eventos para todas as idades!
Receba, gratuitamente, a programação do mês e cancele quando quiser.

Damos valor à sua privacidade

Utilizamos cookies no nosso website para lhe proporcionar uma experiência mais relevante, recordando as suas preferências e as suas visitas repetidas. Ao clicar em "Aceitar", consente a utilização de TODOS os cookies. No entanto, pode visitar as "Definições de Cookie" no seu browser e permitir consentimento mais ajustado.

Politica de Privacidade

         app banner 2




revista