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A Terra Treme 2020 – Sensibilizando para o risco sísmico

novembro 02, 2020

A TERRA TREME Cartaz minO habitual exercício público de sensibilização para o Risco Sísmico, A TERRA TREME, realizar-se-á, em todo o país, já na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, pelas 11h05m. Promovido anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o exercício de 2020, que vai já na sua 8.ª edição, coincidirá com o Dia Mundial de Sensibilização para o Risco de Tsunami, efeméride instituída pela ONU.

 A TERRA TREME, uma das medidas integrantes da Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva, visa capacitar a população para saber como agir antes, durante e depois de um sismo, sensibilizando o cidadão para o facto de viver numa sociedade de risco, e desafiando-o a envolver-se no processo de construção de comunidades mais seguras e resilientes.

O exercício propriamente dito compreende a prática dos bem conhecidos 3 gestos que podem fazer a diferença, a quem os praticar, perante a ocorrência de um sismo. A ação desenrola-se durante 1 minuto, no qual os participantes, individual ou coletivamente (famílias, escolas, empresas, instituições publicas, privadas ou associativas), executam os 3 gestos de autoproteção: Baixar – Proteger – Aguardar.

ANEPC convida, deste modo, todos os cidadãos e entidades a inscreverem-se em www.aterratreme.pt como demonstração do seu compromisso pessoal/institucional para com a causa da proteção e segurança, e como forma de apoio e expressão pública do seu envolvimento no exercício A TERRA TREME.

 

Para mais informações e/ou inscrições consulte:

  A TERRA TREME.PT
  Inscrições 2020
  Vídeo TERRA TREME 2020
  Exercício de 05 de novembro - Emissão em Direto (Youtube.pt)

Media

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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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