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Ampliação do Cemitério já é uma realidade

novembro 23, 2020

O Projeto de Ampliação do Cemitério da Vila de Figueiró dos Vinhos, obra há muito aguardada e de necessidade extrema, já se encontra a decorrer.

Os trabalhos iniciaram na passada semana e englobam várias áreas de intervenção, visando, sobretudo, o necessário aumento de artigos sepulcrais. Assim, além da inserção das novas sepulturas que totalizarão 196 covais, o projeto contempla ainda 3 pisos de gavetões (125 unidades), 8 jazigos e 130 ossários, e inclui, também, o incremento da área verde em cerca de 30%; a colocação de mobiliário urbano, nomeadamente fontanário e bancos; a construção de uma Cobertura/Telheiro para cerimónias religiosas; e os respetivos trabalhos de especialidade indispensáveis à execução da obra, tais como drenagem de águas pluviais, remodelação da rede de abastecimento de águas, estruturação de muro de suporte de terras e vedação, modelação de terreno, acessibilidades, pavimentação e iluminação.

A expansão do cemitério vai ocupar uma nova área de 2.400,00m2, tendo um custo total de 147.223,11 €, integralmente suportado pelo Município de Figueiró dos Vinhos.

O projeto agora concretizado vem, assim, colmatar uma carência de espaço há muito sentida, dotando aquele local de condições de resposta por mais algumas décadas.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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