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Cartão Figueiroense Sénior com novos benefícios

novembro 27, 2020

O Cartão Figueiroense Sénior, implementado pela Câmara Municipal para munícipes maiores de 65 anos, tem a partir de agora mais benefícios e um novo nome: Cartão Sénior +

O incremento neste apoio aos cidadãos seniores do concelho, foi aprovada na Reunião de Câmara de 27 de novembro, sob proposta do Presidente Jorge Abreu que visou sobretudo promover e reforçar a contínua melhoria na qualidade de vida dos munícipes mais idosos e carenciados da nossa comunidade, estimulando, por um lado, a sua participação activa nas actividades culturais, desportivas e recreativas do concelho, valorizando o seu papel na sociedade, melhorando as suas condições de vida e potenciando as suas capacidades e os seus saberes; e, por outro lado, promovendo também o apoio financeiro em diversos encargos mensais.

O Cartão Sénior + terá, assim, novos e alargados benefícios tanto no âmbito da ação social, bem como no setor da saúde, um dos mais vitais na vida de todos os cidadãos.

Relativamente ao setor da ação social, o novo cartão permite o acesso a um novo benefício, o apoio ao arrendamento urbano nos contratos com duração mínima de um ano, sob a forma de reembolso, até ao montante máximo de 300 € (trezentos euros) anuais.

Já no que concerne ao setor da saúde, os detentores do Cartão Sénior + poderão, agora, usufruir de uma comparticipação de 50% na aquisição de medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), referente à parte que cabe ao utente e mediante prescrição médica, representando, assim, um aumento da comparticipação de 25% para 50%, relativamente ao Cartão Figueiroense Sénior atualmente em vigor. Além do aumento neste apoio específico na saúde, o Cartão Sénior + passa a englobar novas comparticipações, tais como, a comparticipação de 25% na aquisição de fraldas e outros produtos de prevenção, higiene ou tratamento em situação de grande dependência ou acamados, referente à parte que cabe ao utente, desde que prescritos pelo médico e não comparticipados pelo SNS; e a comparticipação na deslocação a consultas e exames médicos, mediante apresentação de prescrição médica, documento comprovativo da presença na consulta e comprovativo da despesa, sendo que em táxi e ambulância haverá uma comparticipação de 50%, em transporte público uma comparticipação de 100% e em transporte próprio haverá uma comparticipação de um valor até ao limite máximo do encargo previsto com transporte público.

No setor cultural, recreativo e desportivo continua a ser garantido não só o acesso gratuito a iniciativas culturais e recreativas promovidas pelo Município mas também o acesso gratuito aos equipamentos desportivos do Município. Os descontos nos estabelecimentos comerciais e/ou prestadores de serviços, por entidades locais que venham a aderir ao projeto através de protocolo de cooperação com a Câmara Municipal, mantêm-se, similarmente, neste novo cartão sénior para figueiroenses.

O Cartão Sénior + pode ser adquirido, gratuitamente, mediante candidatura nos serviços da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e é destinado a figueiroenses, residentes no concelho, com mais de 65 anos e com comprovada carência económica.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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