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Apoio à População no acesso a bens essenciais

janeiro 15, 2021

Face ao enquadramento de Figueiró dos Vinhos nos concelhos de risco extremamente elevado, no âmbito da pandemia COVID-19, e o confinamento obrigatório e generalizado decretado pelo governo, no sentido de mitigar, mais acentuadamente, a evolução atual da propagação deste vírus, o Município de Figueiró dos Vinhos relembra a todos os figueiroenses que tem à disposição serviços de apoio no acesso, aquisição e entrega no domicílio, de bens essenciais (alimentação, farmácia, entre outros) destinados, sobretudo, a:

  • cidadãos do grupo de risco (incluindo pessoas com mais de 60 anos)
  • cidadãos com mobilidade reduzida e/ou isolados, sem suporte familiar sem meios de fazer compras de bens essenciais (alimentos, bens domésticos e farmácia)


As pessoas que necessitarem deste tipo de apoio, poderão ligar para os contactos disponibilizados para o efeito.

Os pedidos devem ser feitos com um dia de antecedência e pagos aquando do pedido ou da entrega dos produtos e da apresentação do documento comprovativo da despesa.  

O Município pede a toda a população o apoio na identificação das pessoas que eventualmente possam precisar desta ajuda, através dos contactos abaixo indicados.

 

Para mais informações ou para fazer o seu pedido, contacte um dos seguintes serviços:

  • Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos:
    • Gabinete de Ação Social: 913 900 554 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
    • Universidade Sénior: 916 660 360 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • CLDS-4G: 236 551 127 | 964 968 920 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • Junta de Freguesia de Aguda: 236 622 602 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • Junta de Freguesia de Arega: 965 522 368 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • Junta de Freguesia de Campelo: 913 597 063 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • Junta da União de Freguesias de Figueiró dos Vinhos e Bairradas: 236 553 573 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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