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Câmara Municipal aprova fornecimento e entrega de refeições escolares

janeiro 27, 2021

O Município volta a garantir o fornecimento de refeições escolares aos alunos do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos (AEFV), durante o novo período de encerramento das escolas em vigor, provocado pela situação pandémica COVID-19.

À semelhança de 2020, a medida, aprovada em Reunião de Câmara esta quarta-feira, sob proposta do Presidente Jorge Abreu, destina-se aos alunos detentores de Escalão A e B, bem como aos filhos dos Bombeiros figueiroenses, no âmbito do Regulamento Municipal de Atribuição de Benefícios Sociais aos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, de todos os níveis de ensino. O fornecimento das refeições será efetuado em estreita colaboração com o Agrupamento de Escolas, através da entrega de cabazes de alimentos para confeção das refeições no domicílio dos alunos, cuja distribuição será realizada quinzenalmente e assegurada pela Autarquia. Os interessados em obter este apoio deverão contactar o AEFV através do número 236 559 170.

O Município volta, assim, a superar as suas competências no âmbito da prestação de apoios alimentares a alunos beneficiários dos escalões A e B da ação social escolar, assegurando não só a continuidade do fornecimento das refeições escolares destes alunos, durante o atípico encerramento dos estabelecimentos de ensino, mas também alargando esse apoio, em 100%, aos alunos detentores do Escalão B, assumindo, para o efeito, o encargo que seria, normalmente, suportado pelos Encarregados de Educação.

O apoio, que abrange um universo de mais de 200 alunos, pretende, assim, minimizar um pouco as dificuldades sentidas, por pais e alunos, inerentes ao exigente, mas necessário, atual Estado de Emergência.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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